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Caarapó

Aumento na procura inflaciona moradia em Caarapó

O mercado imobiliário em Caarapó está inflacionado, com aumento da procura maciça nos últimos meses.

| CAARAPONEWS


 

Na economia, a lei da oferta e da procura é clara: quanto mais escasso um determinado bem, mais caro ele fica. Quanto maior a procura por ele, também. É assim com o ouro, o petróleo e imóveis, por exemplo. O mercado imobiliário de Caarapó está sentindo isso na pele: com poucos imóveis disponíveis, os preços na cidade dispararam, inflacionando o mercado. A facilitação do crédito por bancos privados e oficiais não parece ter surtido efeito, e o resultado são compradores que não conseguem encontrar imóveis dentro do seu orçamento, apesar de terem o dinheiro na mão. A economia também tem um nome para essa situação: demanda reprimida, ou seja, muita procura, mas pouca oferta, ou oferta cara. E isso se torna mais um elemento para a supervalorização dos imóveis.

Rute Bortoloti, dona de uma imobiliária no centro da cidade, afirmou que os corretores estão tendo dificuldades para conseguir novos imóveis e lotes de terra para negociar na cidade. - A procura está muito maior que a oferta - afirmou ela, apontando ainda que no setor comercial a situação se repete.

A corretora afirmou ainda que a valorização dos aluguéis está muito alta, e explicou que a situação do mercado imobiliário na cidade começou a mudar neste ano.

- A valorização está muito grande, estamos voltando ao tempo em que o aluguel custava 1% do valor do imóvel. Essa mudança começou neste ano, com a chegada dessas novas indústrias na cidade. As imobiliárias passam por um momento difícil. Hoje as pessoas preferem negociar pessoalmente com os clientes, e acabam sendo lesados muitas vezes.

“O mercado sempre tem oscilações, às vezes fica aquecido, às vezes meio parado. A oferta (de imóveis) é pequena, por isso os preços estão supervalorizados”. Afirma.

Para Rute, a renda média dos trabalhadores em Caarapó não está acompanhando a valorização dos imóveis. “O mercado, a renda da população, não acompanha a valorização dos imóveis. Financiamentos para comprar os imóveis ao preço que estão exigem um salário de cerca de R$ 3 a 4 mil, e não existe esse salário aqui na cidade. Procura tem, mas uma casa que custaria no máximo R$ 30 ou 40 mil, as pessoas estão pedindo R$ 80 mil”, ressaltou a corretora, que afirmou ainda que a grande procura no município é por aluguel, devido ao fato de muitas pessoas estarem se instalando provisoriamente na cidade.

(Colaborou Roberto Marinho)


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