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Caarapó

Cães abandonados nas ruas preocupam caarapoenses

A quantidade de cães soltos pelas ruas de Caarapó vem preocupando moradores e a secretaria de saúde.

| CAARAPONEWS


 

Por Silmara Diniz

A quantidade de cães soltos pelas ruas de Caarapó vem preocupando moradores e a secretaria de saúde. Cães abandonados são flagrados com freqüência perambulando livremente pelas ruas dos bairros e até mesmo na região central da cidade, sob o risco de atacarem pessoas e transmitirem doenças, como a leishmaniose. Os cães de rua vivem nessa situação porque muitos proprietários se desinteressam de seu animal de estimação assim que eles ficam mais velhos ou começam a ter filhotes.

Segundo Osvaldo Lupinetti, a preocupação da Vigilância Sanitária em tomar providências nesse caso existe há bastante tempo e a secretaria de saúde de Caarapó tenta obter um convênio com o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Dourados, para que a prefeitura pague para funcionários do CCZ virem aqui uma vez por mês para coletar cães soltos nas ruas.

No CCZ os cães são presos por três dias e nesse prazo o dono pode requerer seu cão de volta, desde que pague multas pelo frete e tratamento veterinário, além de assinar um termo de responsabilidade de que não deixará seu animal na rua. Os cães que permanecem sob cuidado do CCZ são castrados e medicados e cães doentes e acidentados com fraturas expostas são sacrificados.

A secretaria de saúde de Dourados alega a dificuldade em manter o controle dos cães até mesmo em Dourados e por enquanto a cidade de Caarapó ainda não conta com o serviço.

Lupinetti disse que em Caarapó a população canina está acima da meta, que é estimada em 20% dentro do número total de habitantes da cidade, mas que dos 10 cães coletados das ruas neste ano, nenhum apresentou indício de leishmaniose. Ele afirma que os maiores transtornos causados pelos animais de rua na cidade são revirar lixo, atravessar o trânsito, urinar e defecar.

Leishmaniose

A leishmaniose ou leishmaníase ou calazar ou úlcera de Bauru é a doença provocada pelos parasitas unicelulares do gênero Leishmania. Há três tipos de leishmaníase: visceral, que ataca os orgãos internos, cutânea, que ataca a pele, e mucocutânea, que ataca as mucosas e a pele.

No Brasil existem as três formas, enquanto em Portugal existe principalmente a leishmaníase visceral e alguns casos (muito raros) de leishmaníase cutânea. Esta raridade é relativa, visto na realidade que o que ocorre é uma subnotificação dos casos de leishmaniose cutânea. Uma razão para esta subnotificação é o fato de a maioria dos casos de leishmaniose cutânea humana serem autolimitantes, embora possam demorar até vários meses a resolverem-se. As leishmania são transmitidas pelos insetos fêmeas dos gêneros Phlebotomus (Velho Mundo) ou Lutzomyia (Novo Mundo).

A leishmaniose também pode afetar o cão. Aliás, na Europa, este é considerado o reservatório da doença. (Retirado do site Wikipedia Portugal, disponível em – http://pt.wikipedia.org/wiki/Leishmaniose)


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