PUBLICIDADE
Caarapó

Encontro discutiu Direito de Propriedade e Questões Indígena

Encontro realizado na noite da última, terça-feira (19), em Caarapó, no salão de eventos do parque de exposição, reuniu diversos segmentos da sociedade, para discutir Direito de Propriedade e Questões Indígenas.

| CAARAPONEWS


  

Encontro realizado na noite da última, terça-feira (19), em Caarapó, no salão de eventos do parque de exposição, reuniu diversos segmentos da sociedade, para discutir Direito de Propriedade e Questões Indígenas.

O encontro foi organizado pelo Sindicato Rural de Caarapó e contou com a presença do presidente do Sindicato Rural de Amambaí, Christiano Bortolotto e de Navirai, Luiz Miguel Viero.

O debate girou em torno da TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) das portarias emitidas pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) que prevê avaliações e estudos antropológicos em 26 municípios do Estado, principalmente na região sul, para demarcação de terras indígenas.

Discursos acalorados e argumentos contundentes marcaram o encontro. “Há um risco para a soberania nacional, principalmente nas demarcações feitas nas áreas de fronteira”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Amambai, Christiano Bortolotto.

Bortolotto expôs a situação dos agricultores do Mato Grosso do Sul, que se sentem ameaçados pela presença de antropólogos no estado para fazerem, em cumprimento a portarias da Fundação Nacional do Índio, estudos de demarcação de terras indígenas em 26 municípios.

Argüido sobre os problemas ora correntes na região de fronteira do MS, Bortolotto foi categórico: “Nosso sentimento é de que os títulos de propriedade centenários têm que ser válidos; não podem ser invalidados de uma hora para outra, nossa região concentra 15 usinas, representa 20% do PIB do Estado e gera 3,6% dos empregos diretos da região, não podemos assistir calados a essas portarias”, finalizou

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Carrapó, Jesus Camacho, o encontro foi extremamente positivo, pois reuniu expressivas lideranças locais e regionais. “Levamos ao conhecimento da população a verdade do que está acontecendo, estamos nos articulando e esperamos, em breve, que as autoridades revejam essas portarias”, disse.

Camacho lembrou, ainda, que o Sindicato Rural de Caarapó não é contra as reservas e defende a subsistência das famílias indígenas, porém, é preciso coerência nas medidas e resoluções. “Desde 2003, nos prontificamos a ajudar As famílias da Aldeia Tey Cuê, de Caarapó, na preparação e plantio de mil hectares de terras, gratuitamente, para sustento da população local”, recordou o presidente, “mas até hoje não recebemos nenhuma resposta, seja negativa ou positiva, embora a proposta continue de pé”.

Segundo os produtores filiados à entidade ruralista, ainda existe uma barreira para uma solução amigável, seja por parte de alguma ONG direcionada aos direitos indígenas, ou mesmo, da própria Funai. Eles reafirmam que, até mesmo os índios, buscam meios para sua sobrevivência. “Eles não querem grandes áreas territoriais, mas sim, uma forma de sobrevivência”, observam os produtores, citando o recente pronunciamento de um capitão de aldeia da região, “portanto, não é justo barrar o desenvolvimento com a demarcação de terras”, finalizou.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE