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Caarapó

Audiência pública reúne caarapoenses na Câmara Municipal

Audiência pública realizada na noite de ontem, marcou a abertura das campanhas "Eleições limpas" e "O que você tem a ver com a corrupção".

| CAARAPONEWS


  

Por Silmara Diniz 

Uma audiência pública com a presença de representantes da Justiça Eleitoral, Ministério Público, Políticos e de outros diversos segmentos da sociedade civil de Caarapó marcou a abertura das campanhas “Eleições limpas” e “O que você tem a ver com a corrupção” na noite de ontem (25). O evento, que estava marcado para as 19h, lotou a Câmara Municipal de Caarapó.

A abertura da audiência foi feita pela promotora da justiça eleitoral Fabrícia Barbosa de Lima, que salientou a importância da audiência para aproximar a população do Poder Judiciário: “A audiência pública representa o contato direto do Ministério Público, Justiça Eleitoral e Promotoria de Justiça com a população”, disse.

Fabrícia explicou que o próximo passo da campanha em Caarapó é divulgar o papel da justiça eleitoral nas escolas, como forma de conscientizar os alunos para uma sociedade mais justa e que o convênio com a Secretaria Estadual de Educação já existe, portanto a intenção agora é de celebrar um convênio com a Secretaria Municipal de Educação. 

As campanhas: “Eleições Limpas” e “O que você tem a ver com a corrupção”

O promotor de patrimônio público Cláudio Rogério Ferreira mostrou um vídeo e spots que tocarão nas rádios sobre a campanha, além de camisetas e cartazes que serão utilizados em escolas e outros locais para conscientização da população. Mostrou, ainda, números que colocam o Brasil como o 70º país dentre 160 outros países no índice dos mais corruptos. Segundo ele “poucas pessoas têm coragem de enfrentar a corrupção”, por acharem que pequenos atos de honestidade não fazem diferença frente às “maracutaias” mostradas diariamente pelos meios de comunicação.

O juiz eleitoral Fernando Chemin Cury explicou, dentre outras coisas, a importância do voto para a independência da sociedade e a conquista do voto no Brasil com o passar dos governos até os dias de hoje. Cury indicou os passos para a população ajudar na denúncia de atos de corrupção, que são a identificação do ato corrupto, a junção de provas e a prova testemunhal, enfatizando que as denúncias não podem ser utilizadas para desviar a atenção da Justiça Eleitoral.

O defensor público Nilton Marcelo Camargo defendeu, durante toda a sua fala, o amadurecimento da sociedade para o voto consciente e criticou o voto paternalista e o desinteresse de certas pessoas pela política, que têm uma visão fatalista dos representantes da sociedade. Disse, diversas vezes, que a sociedade muda quando os indivíduos que a ela pertencem mudam. “É necessário iniciar um novo capítulo na história do Brasil: o do amadurecimento eleitoral, o da consciência do voto”, afirmou.

Após a fala do defensor público, foi aberto o debate, oportunidade para perguntas e sugestões, quando surgiram as mais variadas questões e também críticas à legislação vigente no que se refere a aplicação das penas em crimes contra a administração pública.

  


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