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Caarapó

Polícia prende indígena de Caarapó acusado de latrocínio

Ação conjunta entre as Polícias Civil de Amambai e Caarapó resultou na prisão de um indígena caarapoense acusado de matar duas pessoas na cidade de Amambai.

| A GAZETA


 

Após mais de uma semana de investigação, com várias diligências realizadas na zona rural dos municípios de Amambai e Caarapó, a Polícia Civil de Amambai desvendou um duplo homicídio ocorrido no início desse mês na cidade, onde mãe e filho foram brutalmente assassinados e prendeu um dos autores do crime, um indígena de 18 anos, segundo a polícia, sem residência fixa.

As vítimas, Anselma Helena Fetter de 86 anos e seu filho, Hermuth Nelson Fetter de 66, foram mortos a golpes de arma branca, supostamente facções, na noite de 12 para 13 desse mês dentro de casa, em uma residência anexa a um pequeno bar pertencente as vítimas, situado no prolongamento da Avenida Nicolau Otano, na saída para Caarapó, crime que chocou e comoveu a população de Amambai.

Investigações e prisão do acusado- Segundo a Polícia Civil de Amambai, as investigações do caso, que foram comandadas pelo delegado titular local, Dr. Claudineis Galinari, tiveram início logo após a notificação do crime, na manhã do dia 13, um sábado.

Durante os levantamentos no local, ao avaliar a forma que o crime foi cometido e roupas dos autores que foram deixadas na residência, bem como litros de bebidas alcoólicas espalhadas no interior da casa e no pátio da residência, a polícia presumiu que os autores se tratavam de indígenas.

Marcas deixadas pelos autores no pátio da residência durante a fuga, entre elas pegadas e sinais que os criminosos estariam de bicicleta, serviram como pista para a polícia que ao segui-las, chegou até a Aldeia Amambai, distante cerca de três quilômetros do local do crime.

Com apoio, classificado pelo delegado encarregado pelas investigações como fundamental, tanto de lideranças da reserva como da própria comunidade indígena da Aldeia Amambai, os investigadores chegaram aos autores do crime, três indígenas, um de 12, outro de 16 e um terceiro, Celino Benites, o “Celino Rio”, de 18 anos que já está preso.

Segundo a Polícia Civil após cometerem o crime os três indígenas, possivelmente irmãos e todos oriundos da Aldeia Tey Kuê no município de Caarapó onde também já teriam passagens pela polícia local por delitos diversos, teriam se escondido na residência de uma pessoa conhecida no interior da Aldeia Amambai, onde teriam chegado por volta da 3h da madrugada do dia do crime.

A polícia apurou que ao chegarem à residência, no interior da aldeia, os acusados aparentavam estar assustados e com as roupas sujas. No dia seguinte ao crime eles teriam lavado as roupas em um riacho que corta a reserva indígena e ao notarem que estavam sendo procurados, passaram a se esconder no mato, só retornando na casa da conhecida para se alimentarem, no período da noite, até deixarem de vez a Aldeia Amambai e supostamente se deslocarem para a Aldeia Tey Kuê em Caarapó, de onde já teriam sido expulsos, segundo as informações.

Mais apoio- Diante das informações, com o apoio da polícia caarapoense e principalmente das lideranças indígenas da Aldeia Tey Kuê, a Polícia Civil chegou até Celino Benites que ao ser preso confessou o crime, segundo a policia, e revelou detalhes da ação criminosa.

De acordo com a polícia o acusado, que tenta negar ter participado efetivamente da excussão das vítimas, alegando ter permanecido do lado externo da casa enquanto os menores comeriam o crime, tanto ele como os dois menores agiram sob efeito de bebida alcoólica e de drogas.

Para a polícia Célio Benites contou que o objetivo da ação criminosa era roubar dinheiro, roupas das vítimas e bebidas alcoólicas, como o fizeram depois de cometerem o brutal assassinato.

Célio Benites foi indiciado em inquérito pelo crime de “latrocínio” e permanece preso à disposição da Justiça. Os outros dois acusados, que seriam irmão de Célio, estão sendo procurados pela polícia que apurou também que as armas utilizadas pelos acusados para cometerem o crime teriam sido jogadas do mato durante a fuga.

Polícia espera ação da Funai- De acordo com a Polícia Civil de Amambai o crime está desvendado, um dos autores já está preso e a polícia aguarda agora, a destinação, por parte da regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) de Dourados, de documentos com as qualificações dos outros dois autores que ainda estão foragidos para os trâmites judiciais legais.

Segundo a polícia o pedido já foi feito, mas até o momento a Funai não destinou a documentação reivindicada.


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