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Política

Artigo - Procuro um candidato em quem votar

| CAARAPONEWS


 

Desde que me tornei eleitor, já se passaram muitas eleições em que exerci o poder do voto, mas sempre por obrigação / imposição legal do que por simpatia cidadã. Não que eu seja muito exigente, mas já tive muitas decepções com meus candidatos, especialmente com aqueles que foram eleitos com minha contribuição, motivo pelo qual nesta eleição procuro, mais uma vez, a satisfação plena de meus anseios enquanto cidadão brasileiro.

Não que eu seja muito exigente, mas enquanto cidadão consciente, com algumas limitações, nesta eleição ainda não consegui detectar nenhum candidato que possa preencher esta lacuna.

O candidato que tenho procurado deve possuir, no mínimo, alguns requisitos básicos de qualquer cidadão que anseie em administrar ou lidar com a coisa pública. Não precisa ser milionário, mas que não faça de seu mandato uma outra fonte de renda para sua sustentação e somente isso; não precisa ser tão “estudado”, mas que não me envergonhe quando estiver no exercício de seu cargo, cumprindo aquilo que a lei o atribuiu; que não use de seu posto como meio de promoção pessoal ou a de outro apadrinhado seu que não mereça; que não utilize as prerrogativas “ilegais”, usando de subterfúgios das brechas legais, a fim de fazer do cargo que representa um verdadeiro “cabide de emprego” àqueles incompetentes que de outra forma não tiveram acesso a cargos públicos, notadamente por intermédio de concursos; que preserve a lisura de seu cargo, sempre demonstrando presteza em atender ao público, indistintamente, nos momentos em que se fizer necessário; que não prometa além daquilo que possa cumprir, e, se o fizer, que possa responder, até mesmo judicialmente, por estelionato eleitoral e outras conseqüências advindas de mentirosos e geradores de perspectivas fantasiosas; que no exercício de seu cargo somente digam e propalem aquilo que fizeram e não o que vão fazer ou que deixaram de fazer por “n”s motivos; que tenha conhecimento de todos os aspectos inerentes ao município em que vivemos, suas conseqüências, e conheça os anseios da comunidade, e procure, dentro das prerrogativas legais, atender às expectativas da população, independentemente de credo, raça ou qualquer outro valor moral; que não fuja do clamor popular, quando for questionado, quando em atos contrários aos interesses gerais; que se dedique de corpo e alma ao encargo que está almejando, deixando qualquer outro compromisso em segundo plano, obviamente que exceto o familiar; que tenha uma história de luta e não simplesmente com atuações em “milagres” ocorridos em vésperas de eleições; que não tenha perspectivas de melhoria de sua condição de vida econômica atual, na função pública que pleiteia, pois que independe desta porque já está consolidado nesse segmento, seja profissionalmente ou moralmente.

Enfim, poderia traçar aqui uma outra série de requisitos que entendo necessários a quem pleiteia algum mandato público, mas apenas estes seriam suficientes para conquistar meu voto. Com isso, deixo a pergunta no ar: Alguém se sujeita a ganhar meu voto? Não se esqueçam de que quem se dispuser, farei questão de guardar isso como cartilha de cobrança. Cidadão consciente não se vende, é conquistado. Eis, então, um grande momento para o exercício da mais sublime forma do exercício da cidadania, qual seja, colocar pessoas para administrar os parcos recursos que todos nós contribuímos, até mesmo de maneira sofrível, e que devem ser utilizados e aplicados de maneira correta e justa.  

 

João Alcântara de Almeida

Professor universitário, Perito-Contador e Funcionário Público (concursado).

e-mail: jalcalm@yahoo.com.br  


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