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Caarapó

Pesquisas perdem credibilidade e confunde eleitores

Institutos de pesquisas estarão com credibilidade em cheque no próximo domingo.

| A GAZETA/CAARAPONEWS


  

A edição impressa de terça-feira do jornal A Gazeta traz estampada na primeira página duas pesquisas realizadas praticamente no mesmo período, legalmente registradas junto a Justiça Eleitoral, porém com resultados totalmente adversos na cidade de Amambai.

Atitude dessa natureza, além de colocar em cheque a idoneidade dos institutos de pesquisa, faz a população perder a credibilidade em pesquisas eleitorais e confunde a cabeça do eleitor a três dias das eleições municipais, porém como as duas pesquisas estão legalmente registradas, não tem como impedir suas divulgações pelos meios de comunicações ou panfletos.

Em Caarapó, pesquisas que vêm sendo divulgadas também estão sendo questionadas por grupos políticos. Em um dos casos o candidato a vice-prefeito pela coligação “A Força que vem do povo”, Claiton de Paula Araujo o “Kem”, acha estranha a maneira que estão sendo conduzidas determinadas pesquisas, que segundo ele, não trazem a realidade do pleito político local, citando quem em alguns casos os pesquisadores tentaram induzir o eleitor a responder que é favorável a determinado candidato. Ele disse ainda, que mais estranha é a maneira que a pesquisa é divulgada, dizendo que antes mesmo dos jornais estarem circulando na cidade, já existem panfletos com a matéria publicada. O candidato revelou que o seu grupo tem pesquisa de consumo interno que mostra uma realidade bem diferente do que vem sendo divulgado.

Falta regulamentação- A Justiça Eleitoral não dispõe de legislação e mecanismos para fiscalizar a realização da pesquisa em si e concede os registros acreditando na idoneidade, “suposta” seriedade do instituto e baseado apenas na documentação da empresa responsável pela realização da pesquisa que tem que estar regular conforme prevê legislação em vigor.

Não existe uma fiscalização sobre como a pesquisa foi produzida, se foi registrado o mesmo número de questionário respondido pelos eleitores nas ruas e se o instituto manipulou os resultados, com isso abre margens para “picaretas” agirem livremente e “fabricarem” resultados irreais para tentar enganar o eleitor, principalmente o menos esclarecido.Existem várias formas de manipular os resultados de pesquisas. Uma delas é preencher um número “x” de entrevistas e registrar uma quantidade menor, retirando parte das respostas do candidato que os “pesquisadores” querem que fique atrás, outra é ouvindo maior número de pessoas em redutos do candidato que terá que estar à frente no ponto de vista dos pesquisadores, outro é estimular o eleitor a responder que é favorável a este ou aquele candidato e outra manipulação que pode muito bem ocorrer, já que não existe uma fiscalização para esse fim, que seria a “fabricação” de respostas, sem que a própria pesquisa fosse realizada.

O Juiz Eleitoral da 1ª Zona Eleitoral, que abrange os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, DR. Thiago Nagasawa Tanaka reconhece a fragilidade do sistema e defende a tese que a pesquisa eleitoral devesse ser coordenada diretamente pela Justiça Eleitoral. Para o magistrado essa seria uma forma de conter possíveis manipulações de resultados, que possa estar acontecendo.

 


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