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Caarapó

Som automotivo causa polêmica no centro de Caarapó

Os agitos dos jovens na Avenida Duque de Caxias nos finais de semana e feriados têm sido motivo de polêmica em Caarapó.

| CAARAPONEWS


 

Por André Nezzi e Silmara Diniz

Os agitos dos jovens na Avenida Duque de Caxias nos finais de semana e feriados têm sido motivo de polêmica em Caarapó. Enquanto carros de som, auto-falantes e outros barulhos agradam alguns e atraem pessoas, há outra parcela que não suporta o barulho.

O som que incomoda é prejudicial; o que agrada, como uma música alta, pelo contrário, causa prazer. A solução para não sofrer os efeitos da poluição sonora está na redução da fonte transmissora do ruído e na prevenção individual. No último final de semana, a Polícia Militar de Caarapó apreendeu diversos aparelhos, por perturbação do sossego.

Segundo o comandante da PM no município, Capitão Carlos Magno da Silva, não ouve nenhuma medida específica para esse último final de semana, mas sim certo exagero por parte dos proprietários de som automotivo.

“Recebemos inúmeras reclamações de moradores da região central, mas na maioria dos casos foram apreendidos equipamentos de som de pessoas das cidades vizinhas, como Juti, Dourados e Amambaí que sabem que é proibida essa poluição sonora nas suas respectivas cidades e vieram a Caarapó bagunçar” disse. Magno afirmou que os caarapoenses em sua maioria já estão adaptados e compreensivos a lei.

“Não sou contra o som automotivo e a reunião de jovens ali no centro da cidade, mas temos que coibir os abusos e os exageros que partem de uma minoria. Às vezes, tomamos algumas medidas como essas de domingo para evitar transtornos maiores, como confusões e brigas. Com o som alto aglomera uma grande quantidade de jovens que consomem exageradamente bebida alcoólica e muitas vezes, isso acaba em tumultos generalizados. Sempre que percebemos que a situação está fugindo ao controle, tomamos essas medidas de desligarmos os equipamentos de som, para que as pessoas se dispersem” relatou Magno

O comandante da PM ainda citou o fato de o som em volume excessivo, prejudicar a saúde humana: “Pesquisas mostram que as maiores implicações da poluição sonora são os danos à saúde que ela é capaz de provocar quando indivíduos são constantemente expostos a ambientes barulhentos. Estresse, aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, gastrite, dores de cabeça e distúrbios do sono são alguns deles, por isso, as pessoas precisam saber se divertir, mas sem incomodar o sossego alheio” finalizou.

A promotora de justiça de Caarapó, Fabrícia Barbosa Lima, disse que é errado o pensamento das pessoas de que o som pode estar alto até certo volume. “Não há um volume mínimo ou máximo, o correto é que apenas o fato de provocar o incômodo das pessoas acarreta na apreensão do equipamento” alegou a promotora.

Fabrícia disse, ainda, que a Polícia Militar está adquirindo um decibelímetro, aparelho utilizado para medir os níveis de ruído, mas que a intenção não é medir a altura do som e sim comprovar a perturbação ao ouvido alheio quando houver denúncias. “As pessoas têm que conciliar a diversão com o descanso, a paz social” recomendou a promotora.

O que pensam as pessoas: "Gosto de som, mas o problema é que exageram no volume. É altíssimo. Só quem mora aqui para sentir o barulho, a partir da tarde de sábado. No domingo fica insuportável. Acho que deviam maneirar no som. A polícia deveria orientar para que os jovens reduzam o volume. Sou a favor de música na Duque de Caxias, mas com volume um pouco mais baixo". Morador no local, que não quis ser identificado.

"Os jovens de Caarapó não tem opções de lazer e por isso vem pra Duque de Caxias. Eles precisam de um lugar aberto e com segurança. Trabalhamos de acordo com a lei, mas mesmo com autorização (alvará) para anunciarmos um show no local, outro dia fomos denunciados e a polícia apreendeu o som. As autoridades e comerciantes deveriam ser parceiros para impulsionar o desenvolvimento local. Não para prejudicar quem está gerando emprego e pagando impostos", proprietário de som automotivo que não quis se identificar.

“Se por um lado, o volume exagerado do som prejudica a tranqüilidade, por outro, a grande movimentação de pessoas gera renda e movimenta o comércio, principalmente com a venda de bebidas, por isso deveria haver uma discussão maior e uma tolerância de ambas as partes”, proprietário de comércio no local, que não quis ser identificado.

Código de Trânsito A poluição sonora também é citada no Código Nacional de Trânsito. Usar no veículo equipamento com som em volume ou freqüência que não sejam autorizados pelo Contran é infração grave, ocasiona a perda de cinco pontos na carteira e origina multa.

 

 

 


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