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Caarapó

Moradora de Caarapó reencontra filha após 12 anos

Moradora de Caarapó reencontrou sua filha após 12 anos longe. O encontro aconteceu na capital do estado, Campo Grande.

| MIDIAMAX


 

Uma olha para a outra tentando se reconhecer, enfim, surge a frase “como minha filha é linda”. Foi desse modo que a mãe Vanda Lopes Santos Tadaque, de 34 anos, e sua filha Stefany Lopes Santos Tadaque, de 15 anos, reencontraram-se na tarde de ontem, na DEH (Delegacia de Homicídios), após ficarem mais de 12 anos separadas.

 A história começou há quinze anos quando Vanda deu a luz à menina Stefany, após isso, ela saiu da casa dos seus pais e viveu com sua filha até que ela completou três anos. Sem condições de sustentá-la, decidiu entregar a menina para um casal de conhecidos que moravam na Vila Nha-Nhá. “Eu era muito desajuizada e entreguei minha filha para uma família conhecida cuidar, que tinha mais condições”, diz Vanda.

Após deixar a filha, Vanda foi para Caarapó, porém não esqueceu da sua filha, já que voltou para procurá-la, porém recebeu a notícia de que a família com quem ela estava havia se mudado e que não tinha deixado endereço para contato. Em Caarapó, Vanda casa-se e se torna mãe de dois filhos.

Passados os anos, Stefany, já com 15 anos, motivada pelo seu companheiro Wellington Moraes da Silva, de 24 anos, tenta descobrir um pouco de suas raízes, ao procurar pela sua mãe. Os dois pensavam que a mãe de Stefany estava morta, porém não desistiram da busca por ela ou de familiares, já que havia a informação de que Vanda tinha um filho.

"Eu apoiava a minha esposa para eu poder saber a origem dela, porque ela sempre foi muito sozinha", diz Wellington.

 A busca pela ajuda da Polícia Civil culminou com o emocionante reencontro que foi selado com um longo abraço onde mãe e filha decidiram esquecer o passado e aproveitar o tempo que as duas têm pela frente.

“Só tenho a dizer que ela me perdoe, eu não imaginava que ela quisesse me encontrar, disse Vanda. “Claro que te perdôo, se te procurei é porque eu perdôo, eu pensava que minha mãe estava morta, agora tenho até dois irmãos”, diz Stefany que planeja viajar muitas vezes a Caarapó para ficar junto de sua mãe.

No estado, só esse ano, há o registro de 950 casos de desaparecimento. Em Campo Grande, são 413, sendo desse número apenas 60 faltam ser esclarecidos, de acordo com o delegado da DEH, Luiz Carlos Rodrigues da Silva.


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