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Caarapó

Chuva não reverte crise na agricultura em Caarapó

A chuva de 42 milímetros registrada entre sábado e domingo na região, não foi capaz de reverter o quadro de crise na agricultura de Caarapó.

| DOURADOSAGORA


 

A chuva de 42 milímetros registrada entre sábado e domingo na região da Grande Dourados, não foi capaz de reverter o quadro de crise na agricultura, principalmente no que se refere a soja, cultivares mais prejudicada com a estiagem.

Segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cpetec), no último sábado choveu 17.8mm enquanto no domingo 24.2 mm. Ao todo, janeiro registrou 89.8 mm quando a média do mês é de 156.1 mm.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa, o pesquisador e fitotecnista Fernando Mendes Lamas, as chuvas foram em pontos isolados e não alcançou lavouras em regiões como Caarapó, saída de Dourados para Campo Grande e Panambi. Segundo ele ainda é cedo para um prognóstico, mas uma coisa é certa: as chuvas amenizaram em parte apenas lavouras da soja tardia, que representam 40% do total de 170 mil hectares plantados.

A maioria em Dourados (60%) é precoce e sofre com os impactos da seca no campo, que vem cada vez mais obrigando municípios de Mato grosso do Sul a decretarem situação de emergência, a exemplo de Dourados e Caarapó.Para Lamas, é preciso que as chuvas umedeçam o solo. Para isto é necessário um volume de água estimado em 30 milímetros no mínimo, e que esta água infiltre na terra onde há cultivo.

Segundo ele, os prejuízos já são inevitáveis, mas as chuvas podem amenizar o problema. Por enquanto o único benefício das precipitações foi na pecuária. "As pastagens se recuperam com as chuvas mais facilmente. Bom pasto, também contribui para boi gordo", comemora.

Conforme o site Climatempo, a probabilidade de chuvas para esta terça-feira é de 70%, com volume estimado de 7 mm. Na quarta-feira deve chover 8 mm, na quinta 14mm; na sexta-feira 25 mm e no sábado 24mm.

No último dia 7, Dourados decretou situação de emergência. Em Caarapó segundo o presidente da Comissão de Agricultura do Sindicato Rural, João Valdir Bacher, registra-se uma perda de pelo menos 50% nas lavouras de soja.

"Deveríamos ter uma produtividade de três mil quilos por hectare, e com sorte colheremos uma média de 1,5 mil quilos nas atuais condições", explica Bacher. "Imagine o prejuízo que isso representa, considerando que temos uma área de 76 mil hectares de soja em Caarapó", observou.

Para o prefeito Mateus Palma de Farias, a situação é "preocupante". "Essa quebra de safra traz reflexos imediatos, seja na receita municipal, seja no comércio, que deixa de vender. Quando não há injeção de recursos financeiros no mercado, todos saem perdendo. É uma espécie de efeito dominó", compara.


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