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Coluna da Farmacêutica Paula Luisa

Nossa colunista, Drº Paula Luisa, farmacêutica da Farmácia Popular de Dourados, fala sobre como se prevenir da Dengue.

| CAARAPONEWS


  

DENGUE

Prevenção é o melhor remédio

 

A dengue é uma das principais doenças transmitidas por vírus no mundo e um problema gravíssimo especialmente em países tropicais como o Brasil, aonde a incidência de casos vem aumentando, devido ao clima e hábitos urbanos que oferecem condições muito boas para o desenvolvimento e proliferação de seu mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

 Especialistas afirmam que o tempo médio do surgimento dos primeiros sintomas é de cinco a sete dias. Quando uma determinada pessoa contrai determinada variedade da dengue, cria anticorpos genéricos, os IGM, que duram de quatro a seis meses. Esses anticorpos são capazes de protegê-la, mas não de modo completamente eficaz, de todas as variedades das doenças. Depois dessa fase, esses anticorpos são substituídos pelos IGG, que são mais específicos e fazem com que o individuo não contraia mais a variedade de dengue já contraída, tendo imunidade aquele vírus pelo resto da vida.

 

Nem todo paciente com febre e dor muscular está com dengue. Há outras doenças que podem ser confundidas com dengue, como febre amarela, malaria ou leptospirose. A confirmação da dengue hemorrágica é feita através de exames como a prova do laço, contagem de plaquetas e hematócrito (ambos obtidos através do exame de sangue).

 

No tratamento da doença, não há vacina contra a dengue, pois a imunidade previa contra um determinado sorotipo do vírus aumenta, em vez de diminuir, a possibilidade de formas graves da doença. Para a dengue clássica, não há tratamento em especifico, alem de repouso e ingestão de bastante liquido. Nem sempre uma segunda infecção, por um outro tipo de vírus, é seguida de dengue hemorrágica.

 

Qualquer medicamento à base de ácido acetil-salicílico é totalmente contra indicado, por mais que reduzem as dores e diminua a febre, são perigosos por promoverem pequenas lesões no trato digestivo, que podem degenerar em hemorragias.

Antitérmicos à base de dipirona causam alterações na pele, fazem cair bastante a temperatura, além de provocarem alterações cutâneas.

 

O Paracetamol é o antitérmico mais indicado por controlar a febre e por ser um analgésico que possui menos efeitos colaterais. Mas em altas doses, acima de quatro gramas por dia para adultos, o paracetamol provoca lesões hepáticas. Para crianças, a dose máxima é medida em gotas varia de acordo com o peso da criança e nunca pode exceder 35 gotas por dose.

 

Na homeopatia o mais indicado é a associação de Crotallus horridus, Eupatorium perfoliatum e Rhus toxicodendrum, pois ajuda a controlar a febre, mas sempre observando o estado do paciente.

 

O complexo homeopático é indicado para pessoas de todas as faixas etárias, com ou sem confirmação diagnóstica, que apresentem sintomas de dengue clássica ou hemorrágica. O medicamento é formado por três substâncias químicas: o Eupatorium 30 CH, retirado de uma planta americana; o Crotalus horridus 30 CH, veneno de uma cobra cascavel norte-americana; e o Phosphoros 30 CH, fósforo mineral. O Eupatorium já é usado e tem resultado comprovado contra a dengue clássica; o Crotalus é acrescentado para combater a dengue hemorrágica; e o fósforo mineral é usado no controle da coagulação do sangue.

 

O uso de repelentes acarreta o risco de tornar o inseto imune ao veneno. A borrifação ambiental com inseticida é útil apenas no controle dos mosquitos adultos, e por isso é indicado apenas em casos de surtos ou epidemias. Seu efeito é paliativo, pois os mosquitos eliminados serão rapidamente substituídos por outros recém saídos dos criadouros. Para combater, é preciso eliminar os ovos.

 

È importante ressaltar que qualquer medicamento sem orientação Médica, implica em riscos a saúde, principalmente em altas concentrações ou pela administração incorreta do medicamento. Entretanto, se houver qualquer anormalidade, deve-se levar o doente a um posto de saúde ou hospital mais próximo, não fazendo uso da automedicação.

Sua SAÚDE agradece!

Paula Luisa.


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