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Caarapó

Casal é preso com arsenal em Campo Grande

| MIDIAMAX


 

O casal Joel Pereira da Silva, 34 anos, e Elizangela Gomes de Almeida, 25 anos, foi preso na manhã de hoje por crime de porte de arma de fogo de uso restrito. Com eles, os policiais encontraram um arsenal.

A polícia apreendeu: uma pistola calibre 22 (que estava na cintura de Joel); uma pistola calibre 9 mm (que estava na porta de um dos carros de Joel); dois revólveres calibre 38 (um estava em uma pasta no banco traseiro do carro, outro no guarda-roupa do casal); uma carabina calibre 38 (no guarda-roupa do quarto do casal); três coletes utilizados pela Polícia Civil (sendo um com a inscrição de “Polícia Civil” às costas, mas sem ser anti-balas); duas gandolas e camisas camufladas (tipo Exército); quatro celulares; e dois rádios walk talks.

Todas as armas estavam municiadas; 76 cápsulas no total. Além disto, foram apreendidos R$ 280,00 (mas, não se sabe se produto de roubo), não sequenciados. O veículo Gol placa HRN 5788, onde estavam as armas, também foi apreendido. O outro carro e a moto de Joel estavam com documentação em ordem e sem vestígio de adulteração, por isto, não foram levados pela Polícia.

Indícios

O arsenal encontrado com Silva pode ser indícios de envolvimento da dupla com o tráfico de armas e ainda, com o roubo do malote de uma empresa de carne no dia 5 de janeiro, quando homens encapuzados, com colete da polícia levaram malote de R$ 100 mil de uma empresa de carne da Capial. Após a prisão de Silva e Elizangela Almeida, foi encontrado também colete com a inscrição "Polícia Civil".

Os suspeitos negam os crimes. Mas, a polícia afirma que há a suspeita de que Joel tenha participado da onda de assaltos que aconteceu em Campo Grande nos últimos meses.

O que mais impressionou os policiais foi a apreensão da pistola Jericó, de uso restrito. “Ela é de fabricação israelense, proibida seu uso e comercialização no Brasil. Ainda vamos investigar onde ele adquiriu esta arma”, explica o delegado da Defurv (Delegacia Especializada em Furtos e Roubos de Veículos), responsável pelo caso, Marco Túlio.

Prisão

A prisão foi realizada na casa de Joel, na avenida Ministro José Linhares, 1222, Vila Almeida (região próxima ao terminal de ônibus Júlio de Castilho). O suspeito prendia o cachorro de estimação no momento em que os agentes da Polícia Civil chegaram ao local.

No momento da abordagem policial, o filho do casal, de dez anos estava na casa. A mãe de Elizangela também. O menino está sob cuidados da avó.

Foram duas semanas de investigações da Polícia Civil. Conforme o delegado, Joel estava prendendo o cachorro de estimação, que havia fugido, no momento em que a polícia chegou.

Joel trabalha como revendedor de carros em local próximo à sua casa. Elizangela trabalha como vendedora em uma loja. 

Outro lado 

Joel passou seis meses presos em 1995 no presídio de segurança máxima da Capital por homicídio. Porém, ele foi absolvido pela Justiça. Desde então, contou aos jornalistas, anda armado para evitar “qualquer coisa”. “A gente que tem passagem não pode andar ‘sozinho’. Eu uso para me proteger”, disse. Entretanto, não informou de quem estaria com medo e se alguém o estaria ameaçando-o. “Já cumpri minha pena com a Justiça. Não tenho nada para falar. Não participei de nenhum assalto também”, finalizou.

Quanto aos coletes, ele disse ser representante de uma empresa. Mas, conforme informações dos policiais, essa afirmação surgiu após a conversa dele com o advogado.

Joel nega participação nos roubos. Elizangela diz que nada sabia sobre as armas, somente sobre os coletes. “Eu tinha as armas porque gosto. Eu comprei, tenho nota e tudo”. 

 De acordo com o delegado Marco Túlio, as armas são de uso proibido no Brasil e Joel não possui porte legal.

Elizangela vai para o presídio feminino da Capital. Ainda não se sabe se Joel vai para o presídio de segurança máxima, ficará a cuidado da Agepen ( ). Por enquanto, ambos estão na Defurv. Conforme o delegado, as vítimas dos últimos assaltos na Capital serão chamadas para identificar fisicamente se Joel ou Elizangela fazem parte do grupo que efetuou o crime.

Assaltantes se passavam por policiais

No dia 5 de janeiro, por volta das 15h, em plena luz do dia, quatro homens encapuzados roubaram R$ 100 mil da empresa distribuidora de carne da Capital ACP distribuidora. A ação criminosa foi na rua 25 de dezembro, perto da rua Alegrete, nos altos do bairro São Francisco.

O bando estava em Fiat Uno Preto e se disfarçavam de policiais com os coletes inscritos “Polícia Civil” às costas. Os assaltantes interceptaram o veículo Celta preto, onde estavam os malotes de dinheiro e cheque. Eles roubaram R$ 70 mil em cédulas e R$ 30 mil em cheques.

A vítima, cobrador contratado da empresa, havia acabado de receber os valores e já prestou depoimento à polícia, na Derf.

No dia seguinte, os policiais encontraram o carro utilizado no assalto quase que completamente destruído pelo fogo numa região chamada Jaraguari Velha, em Campo Grande.

 


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