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Caarapó

PC investiga abates de animais em sítios de Caarapó

O delegado de Polícia Civil de Caarapó. Dr. Joel José da Silva, instaurou inquérito para apurar abates de gado que vêm ocorrendo com freqüência em sítios e fazendas situadas próximas à cidade.

| A GAZETA


 

O delegado de Polícia Civil de Caarapó. Dr. Joel José da Silva, instaurou inquérito para apurar abates de gado que vêm ocorrendo com freqüência em sítios e fazendas situadas próximas à cidade em Caarapó.
 

No último caso, registrado no final de semana, os marginais abateram uma vaca em um pequeno sítio situado na periferia da cidade.
 

Após abaterem o animal, que segundo os sitiantes produzia 11 litros de leite por dia, os ladrões retiraram somente a parte nobre, deixando o resto da carcaça no local, ato semelhante aos abates de gado registrados em fazendas que fazem divisa com aldeia Taquapery, no município de Coronel Sapucaia, em ações atribuídas a indígenas.
 

“Aqui em Caarapó temos casos de abate de bovinos por indígenas em fazendas que fazem divisa com a Aldeia Te’Ykuê, que fica a cerca de 12 km da cidade, mas esses abates registrados em sítios da periferia não atribuímos a indígenas, mas sim a pessoas ‘brancas’ residentes na cidade”, disse o delegado, ao informar que a Polícia Civil local está trabalhando nas investigações dos abates que ocorrem também com suínos e ovelhas. “Já temos suspeitos”, confidenciou.
 

Carne seria transformada em charque e lingüiça

Segundo a Polícia, para não levantar suspeitas, os marginais, após abaterem as reses, transformariam a carne em linguiça e charque para então realizarem a comercialização.
 

“Temos informações de que seria uma maneira dos ladrões conseguirem comercializar a carne furtada sem levantar suspeitas, mas também existem informações de que parte dessa carne estaria sendo vendida em açougues, principalmente da periferia da cidade. Vamos pedir auxilio da Vigilância Sanitária do município para intensificar a fiscalização nesses estabelecimentos para tentar identificar possíveis receptadores”, disse o delegado ao informar que com apoio da Vigilância Sanitária facilita levantar qual a origem da carne ou derivados que estão sendo comercializados nos estabelecimentos.
 

“Temos várias ocorrências de abates, sempre realizados com os mesmos ‘modos operantes’. Esperamos identificar e prender os autores em um curto espaço de tempo” informou Dr. Joel.
 


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