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Geral

CG: Choveu hoje a quantidade esperada para nove dias

| MIDIAMAX


 

A chuva que caiu sobre Campo Grande correspondeu ao volume esperado para quase nove dias. Conforme a Estação Meteorológica da Uniderp, a densidade pluviométrica atingiu 60,4 mm do início do dia até o fim da manhã. Isso corresponde a 28,4% dos 212,6 mm esperados para todo mês de janeiro. “Hoje choveu o maior volume do mês para um dia”, afirmou o meteorologista Natálio Abraão. A forte chuva inundou várias ruas do centro e da periferia da cidade.

De acordo com a Estação, começou a chover na cidade às 3h05. No intervalo das 7h às 8h, a chuva se intensificou, resultando no maior volume de água do mês. A média diária de janeiro, conforme previsão meteorológica , é de 6,85 mm. Isso significa que, neste domingo, choveu o equivalente à quantidade estimada para 8,81 dias.

Inundações

A água de chuva em abundância provocou inundações em vários pontos da Capital. A reportagem do Midiamax percorreu alguns bairros da cidade e encontrou a maioria das casas com as portas fechadas e as ruas quase desertas. Em algumas situações, as casas estão isoladas por causa dos alagamentos. É o caso do Bairro Jardim Carioca, que conta com asfalto apenas na Avenida 7 - linha de ônibus. A via se tornou refúgio para os carros e pedestres.

O comerciante Angelino Gonçalves Rocha, 53, mora no bairro há 18 anos, e explica que é normal as ruas ficarem inundadas quando ocorrem chuvas fortes. “Sempre quando chove alaga tudo por aqui. Moro na rua de baixo, e vim hoje para o comércio debaixo de chuva”, disse. O estabelecimento de Angelino fica na Avenida 7.

Os moradores da Avenida 5, coberta pela água, estavam trancados em casa, pois não havia condições de andar pelo local. É o caso da moradora Beatriz Aparecida da Silva, 48, que reside no local há 16 anos. “Desde que mudei para este bairro sofro com a chuva e com o barro. Não dá pra sair, estamos esquecidos, precisamos de um esgoto para a chuva escorrer”, reclama. Beatriz teve de sair de casa para comprar mantimentos para o almoço, e a água lhe cobriu até a altura do joelho.

O adolescente Flávio da Silva, 14 anos, trabalha em uma loja na Avenida 7 e mora na rua Dirna Estafe, no mesmo bairro. “Não podemos nem sair de casa quando chove. Eu saí porque tenho que trabalhar. Se não, estaria em casa dormindo agora. De todas as ruas, a minha é a pior. Não tem condições de sair”, diz indignado.

Para a estudante Joise Kelly de Mato e Silva, 17 anos, até o presidente do bairro esquece da situação do bairro. “Moro na rua Carlos V’Loche, próxima ao asfalto e mesmo assim, preciso ter cuidados para andar na rua, que além do alagamento tem o problema do barro. Não tem esgoto, não tem nada, o presidente do bairro não faz nada pelo bairro. E esta situação não é de hoje.”

Entre os prejudicados pela forte chuva também está o comerciante Antônio Valmir Travas Boldo, 41. Seu estabelecimento está localizado na rua Cachoeira do Campo, no Portal Caiobá. “Está um mar aqui. Ninguém pode entrar no meu mercado”, reclama. O morador acrescenta que a tubulação, colocada na rua para drenar água da chuva, já está cedendo. A via não é asfaltada.


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