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Política

Grupo de Zeca quer pacto para disputar governo

| MIDIAMAX


 

Sobrinho do ex-governador Zeca do PT, o deputado federal Vander Loubet (PT) revelou ao Midiamax o que ele chama de “pacto interno” que será apresentado às correntes da legenda visando às eleições de 2010. Como se sabe, o ex-governador quer disputar o comando do Executivo nas eleições do ano que vem, mas tal intenção precisa primeiro ser referendada pelo PT, daí o pacto.
 

Conforme Vander as reuniões para consolidar o nome de Zeca ao governo já começaram. Os quatro os pontos do “pacto interno” que estão sendo apresentados aos militantes são:
 

• Fazer do ex-governador Zeca do PT candidato único a presidente regional do partido no PED (Processo de Eleições Diretas) marcado para novembro deste ano
 

• Elegendo Zeca presidente do partido, os militantes iniciam o próximo passo que é trabalhar pela candidatura do petista ao governo do Estado nas eleições de 2010
 

• Garantia da candidatura do senador Delcídio do Amaral à reeleição ao Senado
 

• Garantia da candidatura do ex-governador Zeca do PT ao Senado em caso de determinação da cúpula nacional da legenda para que os petistas de Mato Grosso do Sul apóiem o PMDB ao invés de lançar candidatura própria ao governo do Estado
 

Se o partido acatar o pacto da forma como está sendo proposto, o ex-governador Zeca do PT terá duas possibilidades de candidatura em 2010. A primeira opção é o governo do Estado, mas se o cenário nacional não ajudar poderá concorrer ao Senado, projeto que adiou em 2006 por não poder se desincompatibilizar do governo e deixar dívidas para trás.
 

Vander explica que o grupo de Zeca não quer pactuar agora que o PT só terá um candidato a senador e correr o risco de mais tarde, em razão de definições nacionais, o ex-governador ficar sem um projeto político.
 

“Não podemos fechar agora que o PT vai ter um único candidato ao Senado, porque se lá na frente o Zeca pode precisar disputar o cargo, aí lançaremos os dois”, comentou.
 

Na avaliação de Vander, o fato do PT lançar duas candidaturas não dificulta a eleição dos dois nomes, já que estarão abertas duas vagas. Entretanto, para analistas, o eleitorado tende a escolher um nome de cada grupo político. Vander discorda.
 

“Não é verdade, tradicionalmente, no Estado, o eleitorado tende a escolher os dois do mesmo grupo, como já aconteceu aqui várias vezes”, cita sem relatar nenhum caso específico.
 

Porém, Vander salienta que a candidatura ao Senado não é definitiva em caso de aliança entre PT e PMDB no Estado. “O que queremos é que Zeca tenha direito de escolher se disputa ou não o cargo. Ele pode não querer e continuar apenas presidente do partido”, afirmou.
 

Presidência do PT
 

O deputado explica que para ser candidato a governador é imprescindível que Zeca seja presidente do PT. “O Zeca não tem mandato. Fazer dele presidente do PT seria a primeira demonstração das forças internas de que querem candidatura do ex-governador em 2010”, comentou.
 

Vander esclarece não ter nada contra o deputado estadual Amarildo Cruz, atual presidente do PT, que quer se reeleger ao cargo no PED 2009. “Em 2010, Amarildo estará preocupado com a reeleição dele a deputado estadual o que é natural. Ela vai estar articulando as bases nos municípios, ou seja, não estará focado na eleição ao governo do Estado”, comentou.
 

Outro argumento é que uma vez eleito presidente do PT, Zeca estaria legitimado a buscar alianças para disputar o governo. “Ele vai dialogar com PR, PDT, PTB e assim por diante”, mencionou.
 

Vander argumenta ainda que o PT não pode, faltando mais de um ano para as eleições, dizer que não terá candidato próprio ao governo do Estado e que quer fazer aliança com o PMDB.
 

“Isso enfraqueceria o partido. Neste momento, nós temos sim que consolidar a idéia da candidatura própria”, defende, citando ainda considerar um “suicídio político” discutir alianças neste momento.
 

Conforme Vander além do grupo mais próximo a Zeca composto por ele, pelo deputado estadual Paulo Duarte, outro grupo que já sinalizou favorável ao acordo em torno de Zeca é a Articulação de Esquerda, chefiada pelo deputado estadual Pedro Kemp.
 

“Até o Carnaval, já teremos conversado com todas as correntes do partido, até mesmo com o senador Delcídio”, planeja.
 

O deputado Vander deixou Campo Grande nesta manhã rumo a São Paulo onde se reúne com a bancada federal do PT para discutir as eleições na Câmara. Os petistas que estão apoiando o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Casa terão dois cargos na Mesa Diretora, a primeira vice-presidência e a terceira-secretaria.


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