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Política

Aliança PMDB-PT em MS é ‘miragem política’

Puccinelli e Biffi trocaram 'farpas' durante discurso na capital

| MIDIAMAXNEWS



A vinda de Lula a Mato Grosso do Sul, na semana passada, agiu como termômetro para medir as variações das temperaturas e ainda dos ânimos que empurram o PT do PMDB, frustrando a ambição política do presidente, que queria ver os dois partidos juntos por aqui em 2010. Mantido o discurso do governador André Puccinelli, do PMDB e dos petistas donos de mandatos importantes, a intenção de Lula já se afundou, tornou-se uma miragem política.
 

Na mais recente aparição de Puccinelli, na manhã desta segunda-feira (19), no Centro de Educação Profissional Ezequiel Ferreira Lima, em Campo Grande, a repulsa ficara incontestada.
 

Num ato em que os peemedebistas e os petistas podiam sair de lá e até fazer brindes depois, o governador e o deputado federal petista Antonio Biffi dispararam entre si estocadas ainda que o sorriso entre os dois separasse cada palavra.
 

O evento reunia secretários municipais de educação, prefeitos e professores. Puccinelli foi lá anunciar a aplicação de R$ 3 milhões no programa de informatização nas escolas que vai favorecer 47 dos 78 municípios. Biffi estava ali por ser ele o autor da emenda federal que trouxe a verba para cá.
 

No discurso, os dois se atacaram do início ao fim. Biffi disse que Puccinelli “esconde” os números que revelam os recursos federais destinados as obras do estado. Ele comentou também que a educação já sentia melhoras desde que o Estado era comandado por Zeca do PT.
 

Na vez do governador falar, ele avisou logo de início, que ia mostrar a “desvantagem” de quem discursa primeiro.
 

Ele disse que não gosta de comentar sobre o envio de dinheiro federal para cá porque o valor não atinge “um quinto” do que o Estado aplica com o próprio bolso.
 

E dobrou o ataque ao comentar uma fala de Biffi, que havia dito que a burocracia impedira a liberação do recurso antes, já que a emenda tinha sido aprovada em 2005, quatro anos atrás.
 

“O governo passado [Zeca do PT], por incompetência, não conseguiu se livrar nem do processo licitatório, já o meu [governo], competente, resolveu isso, por essa razão estou comemorando hoje, dia 19, o surgimento desse projeto e o nascimento de minha quarta neta, Giovana”, disse Puccinelli, sob aplausos da platéia, quase toda composta por servidores ligados ao PMDB, seu partido.
 

Para amenizar, o governador tentou agradar Biffi, ao dizer: “traga a grana que tiver que temos contrapartida”, deixando a entender que o ex-governo petista não teria a mesma aplicação a que ele tem dado na educação.
 

Seqüência

Acabado o evento, o duelo continuou do lado de fora do salão onde Biffi e Puccinelli assinaram o convênio do programa educacional.
 

O governador disse que o comentário de Lula querendo ele parceiro do PT, teria deixado os petistas com “dor de cotovelo”.
 

Puccinelli não descarta a hipótese de aliança, mas que vai ser ele o candidato ao governo.
 

Antonio Biffi, disse que a intenção de Lula é firmar pacto com partidos como o PMDB, pela disputa presidencial e que o PT daqui tem no mínimo quatro candidatos, que não é Puccinelli. Na opinião dele, teriam chances de disputar a eleição, o ex-governador Zeca do PT, o ex-prefeito de Dourados, Laerte Tetila, o deputado estadual Pedro Teruel, e “até”, como disse o parlamentar, o senador Delcídio do Amaral.
 

Com tudo isso, governador e deputado se despedem com um abraço. Biffi disse que já aconselhou Puccinelli a virar petista. E o governador responde afirmando que vai vencer Zeca do PT pela quarta vez caso houver o confronto.
 

Em disputa direta, Puccinelli venceu Zeca uma vez, quando se tornara prefeito de Campo Grande pela primeira vez, por diferença de 411 votos.
 

Embora a justiça eleitoral não tenha achado evidência de irregularidades, petistas ainda contestam a derrota ocorrida quase 12 anos atrás, até hoje.

 

Na AL

A bancada petista da Assembléia Legislativa também acha improvável o pacto envolvendo o PT e o governador Puccinelli. Disse que a aliança seria um “suicídio político”.

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