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Comércio varejista registra pior resultado

| MIDIAMAX


O aumento das taxas de juros e o maior rigor na liberação de crédito, resultantes do contexto de crise financeira, fizeram de novembro o pior mês para o comércio varejista de Mato Grosso do Sul desde setembro de 2006. De acordo com levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado hoje (20), o volume de vendas a varejo no Estado aumentou 4,27% em novembro passado em relação ao mesmo mês de 2007. O crescimento é tímido na comparação com as variações de meses anteriores.

Durante este ano, o varejo de Mato Grosso do Sul havia registrado avanços nas vendas sempre superiores ao patamar de 9%. O menor resultado, até então, pertencia a junho (9,22% em relação a igual mês do ano anterior). O fomento modesto de novembro está 9,62 pontos percentuais abaixo ao de outubro (13,89%).

A variação de novembro de 2008 também é a menor para esse mês em sete anos. Somente novembro de 2002, com decréscimo de 1,28% na quantidade de produtos vendidos, registra resultado inferior ao crescimento do último novembro.

O esfriamento do aumento das vendas resultou na menor receita para o mês de novembro em toda a série histórica da pesquisa, que se iniciou em 2001. A receita cresceu 10,16% na comparação entre novembro de 2008 e de 2007. Essa variação também é a menor em 25 meses.

Restrição

Para o presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Campo Grande Ricardo Kuninari, o comportamento do comércio varejista em novembro é reflexo do momento de crise financeira internacional. “Os consumidores e os comerciantes estão cautelosos”, diz.

Kuninari lembra que, em novembro, houve aumento das taxas de juros em meio às medidas de restrições ao crédito. Nesse mês, de acordo com o Banco Central, a taxa média de juros avançou 3,8 pontos percentuais, chegando a 58,7% ao ano – em outubro, esse índice havia acumulado em 54,9%. “Com juros maiores, os consumidores diminuíram as compras a prazo”, diz Kuninari.


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