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Crise continua fechando laticínios em Mato Grosso do Sul

| DOURADOSAGORA


A crise do leite continua trazendo prejuízos para o setor lácteo em Mato Grosso do Sul. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas Laticinistas de MS, Edgar Rodrigues Pereira, em três anos, 40 das 54 empresas fecharam as portas em três anos. Enquanto isto o preço do produto pago aos produtores continua em declínio, chegando hoje na casa dos 0,90.

Fator preocupante é que a safra do leite chega com poucas perspectivas. "Com o produto estocado no Estado e o baixo consumo, a produção em alta do leite não é bom negócio nem para as empresas quanto mais para os produtores", acrescenta.

De acordo com Edgar, no Brasil estão estocados mais de 1,5 bilhões de leite devido as baixas exportações. Segundo ele, em 2008 o setor passou por uma situação atípica. "Em 2007 houve alta no preço do produto e exportações recordes, principalmente porque a produção do leite em pó estava em ascensão. A notícia boa encheu os olhos dos produtores, que em 2008 produziram 20% a mais do que o ano passado. Com a alta dos alimentos e controle da inflação houve baixa no consumo", revela.

A crise internacional, as reduções de 35% das comodities lácteas e altas na produção são os principais problemas apontados pelo presidente.

Uma alternativa para amenizar a crise é a proposta para a redução da alíquota em 0%, segundo Edgar. Segundo ele estão sendo feitas negociações com o governo do Estado, que já prometeu 15% de redução, através do crédito resumido. "Em Estados como Paraná e São Paulo, que são nossos vizinhos, já existe esta medida. Com isso MS terá a oportunidade de competir com os preços deles, que já é menor e buscar se livrar dos estoques" avalia, observando que a atual situação dos empresários, é de individamento e aumento no número de desempregos.

Para o produtor Valdecir Antônio, faltam políticas que incentivem o produtor. "O preço para se produzir ainda é muito alto. O sal mineral e as rações principalmente estão cada vez custando mais. É preciso que o valor do leite pago aos produtores seja compatível com os gastos", acrescenta.

MERCADO

Nos mercados de Dourados o consumo de leite é baixo. De acordo com o empresário Elizeu Martins, nas últimas semanas as vendas reduziram 20%, o que acompanhou a quantidade de investimento no produto. "Estamos comprando menos, já que o leite não está tendo muita saída", conta.

Segundo Elizeu, ele paga R$ 1,10 no litro do leite e revende o produto por R$ 1,30. Há dois meses o consumidor final pagava R$ 1,40 por litro, o que demonstra que o consumidor final não está tento grandes vantagens na queda do preço do produto pago aos produtores.


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