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Usinas

Número de usinas em MS deve dobrar em 3 anos

| MIDIAMAXNEWS


Em três anos, a quantidade de usinas de cana instaladas no Estado deve dobrar, passando das atuais 14 para 28 unidades. A estimativa foi informada por Jonathas Camargo, superintendente de Indústria, Comércio e Serviços da Seprotur (Secretaria de Estado de Produção e Turismo). Segundo ele, existem em andamento 80 projetos de instalação de usinas no Estado. “Desses, 28 estão bem adiantados e as empresas devem estar operando até 2011”, afirma. Entretanto, o avanço da atividade ainda não contempla melhorias trabalhistas à altura.
 

A crise financeira mundial atenuou, mas não estagnou, por completo, a expansão sucroalcooleira no Estado. De acordo com Camargo, neste ano, seis unidades devem iniciar o processamento de álcool e açúcar. Em 2007, outras quatro usinas dão início à produção e, no ano seguinte, mais cinco passam a produzir álcool e açúcar.
 

Atualmente, há 14 usinas de cana em Mato Grosso do Sul, situadas nos seguintes municípios: Aparecida do Taboado, Angélica, Brasilândia, Iguatemi, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada, Nova Andradina, Rio Brilhante (onde há três), Sidrolândia, Sonora e Vicentina.
 

Entre os projetos de instalação para este ano, está a usina Nova América, em Caarapó. De acordo com a empresa, a produção de álcool e açúcar tem início na safra de abril e maio. A usina já tem cana plantada em 8 mil hectares na região. Em funcionamento, a empresa deverá produzir 1,5 milhão de toneladas de açúcar.
 

O crescimento da atividade da cana no Estado já vendo sendo medido por números da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Em levantamento de dezembro, a Conab informou que o Estado encerraria a última safra com a produção de 20,75 milhões de toneladas de cana. De 2007 para 2008, a destinação de cana para a produção de açúcar cresceu 69%, passando de 4,51 milhões para 7,67 milhões de toneladas. O volume de cana remetida para o processamento de álcool aumentou 17%, subindo de 11,12 milhões para 13 milhões de toneladas.
 

Esse avanço, no entanto, não é ladeado pela extinção da precariedade das condições de trabalho. De acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho), a maior parte das usinas ainda usa mão-de-obra indígena sem grandes preocupações com a situação trabalhista.
 

A última grande operação do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) no Estado, realizada em novembro de 2007 em conjunto com o MPT, retirou 1.011 trabalhadores de condições degradantes de trabalho, existentes na usina Debrasa, em Brasilândia, a 400 quilômetros de Campo Grande. Desse total, 820 trabalhadores eram índios.
 

Na ação, os fiscais flagraram diversas situações de desrespeito aos trabalhadores, sobretudo aos indígenas. Havia lixo espalhado nos alojamentos dos índios – tais alojamentos eram blocos sem ventilação e com paredes mofas. O esgoto corria a céu aberto. A comida, colocada em vasilhas sujas, era, basicamente, arroz, pouco feijão e pedaços de carne cozida. Nas frentes de trabalho, não havia local protegido contra a chuva, nem era prestada assistência médica em caso de necessidade.

 


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