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Unigran poderá ter curso de medicina em Dourados

| ASSESSORIA


 

Pelo menos 21 novos cursos de medicina e direito podem receber, ainda neste ano, aval do MEC (Ministério da Educação) para funcionar. Foi divulgada na última quarta-feira a lista de faculdades que serão avaliadas já no começo do ano. Mato Grosso do Sul aparece na relação por meio da Unigran (Universidade da Grande Dourados), que disputa a criação do curso de Medicina.

As visitas às instituições começarão em 15 de fevereiro. Serão analisadas as instalações das escolas - que já oferecem outros cursos -, o corpo docente entre outros quesitos. Segundo o Inep, instituto do MEC responsável pela avaliação, há ainda outros cursos na fila esperando por autorização.

"Eu duvido que a metade desses cursos novos sejam aprovados pelo MEC", disse Bráulio Luna Filho, coordenador do exame de avaliação do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo). Luna Filho faz parte da comissão do MEC que analisa cursos de Medicina com baixo desempenho no Enade, o antigo provão. Em dezembro, o ministério determinou que dois cursos diminuíssem o número de vagas devido às notas baixas dos alunos na avaliação.

"Montar faculdade de medicina parece bom negócio, as mensalidades custam R$ 4.000, não é?", disse. "Agora faculdade boa mesmo, custa caro", diz. "Por isso tem um monte de faculdade aí com dificuldades financeiras".

O presidente da comissão de ensino jurídico da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Adílson Gurgel de Castro, questionou a necessidade de serem abertos novos cursos de direito. "Não resta a menor dúvida de que já temos cursos em número suficiente para atender a demanda no Brasil", disse.

Castro estima que a cada ano abram, no país, 250 mil vagas. "O que não impede de surgirem novas faculdades, desde que a qualidade delas seja excelente", disse. Para Castro, a sociedade "espera que o governo seja exigente com as instituições. Mas os alunos também devem buscar informações antes de se matricular em qualquer faculdade". "Fazer um curso qualquer é jogar 5 anos da vida fora", disse.

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