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Médicos ameaçam reduzir cirurgias; MPE diz que é preciso garantir atendimento

| MIDIAMAX


 

Médicos cirurgiões cardíacos da Santa Casa começaram lentamente a reduzir o atendimento aos pacientes que precisam de operações eletivas, ou seja, agendadas com tempo hábil. O hospital garante que os casos de emergência não sofrerão alterações e para que as cirurgias eletivas ocorram dependerá do crivo do médico já que a prioridade são os casos de urgência.

Os médicos cirurgiões teriam decidido em assembléia no mês de dezembro pela paralisação gradativa das operações eletivas. O motivo, a baixa remuneração feita de acordo com a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde). A secretária de Estado de Saúde, Beatriz Dobashi disse que hoje um paciente da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) custa por dia ao hospital R$ 1 mil e o SUS repassa somente R$ 300.

Diante da situação que pode colocar em risco pacientes que aguarda por uma cirurgia agendada, o procurador do MPE (Ministério Público Estadual) Mauri Riccioti disse ao Midiamax que caberá aos secretários de Saúde buscarem uma negociação e assim, saída para o problema. Caso o problema não seja solucionado o MPE vai acionar a Justiça para que o atendimento seja mantido já que a Saúde é serviço essencial.

O médico pediatra, que representa o Sindicato dos Médicos, João Botelho disse que não há nada formalizado junto à entidade quanto à paralisação. No setor de cirurgia cardíaca a informação é de que operações só ocorrem se o paciente marcar a consulta e o médico avaliar se deve ou não acontecer.

Intervenção

A Santa Casa recebe por mês do SUS ao menos R$ 5 milhões. A ortopedia é um dos setores mais procurados já que reúne os casos graves das vítimas da violência no trânsito sendo 70% das cirurgias, conforme a assessoria da entidade.

O hospital filantrópico sofreu intervenção do poder público em 2007, quando a Justiça determinou que a prefeitura e o Estado, sob monitoramento do MPE, administrasse a entidade. O motivo, dívidas milionárias e problemas no atendimento.

Segundo Riccioti, o hospital ainda não conseguiu resolver o principal problema dele: ter serviços privatizados que ganham dinheiro com o hospital e não sobra nada para melhorar as condições de trabalho. “Enquanto isso não acabar, não poderão remunerar melhor os médicos”. Um exemplo de serviço terceirizada lucrativo seria o de imagem (ultrassonografias), diz.

A Justiça deverá decidir se a intervenção deve ou não continuar no hospital.

Conforme reportagem do Jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, o diretor-clínico da Santa Casa, médico Carlos Barbosa disse que a decisão de não agendar mais procedimentos eletivo foi comunicada à direção do hospital no dia 10 de dezembro, mas a direção não teria ainda sido procurada para discutir o assunto.

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