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Caarapó

Indígenas invadem prédio da Funai em Dourados

| DOURADOSAGORA


Indígenas que ocuparam o prédio da sede da Funai na manhã de terça-feira em Dourados continuam com as manifestações. Eles não têm data prevista para deixar o local. O grupo reivindica a exoneração da chefe da Funai Regional Margarida Nicoletti. Hoje o grupo recebeu reforço de lideranças indígenas de aldeias de Caarapó, Juti, Rio Brilhante e Juti. Mais de 80 pessoas ocupam o prédio.

Pela manhã nenhum funcionário apareceu. Os manifestantes prometem reforçar ainda mais o movimento. "Vamos começar a cozinhar aqui mesmo. Não vamos sair enquanto a Margarida não for exonerada", disse a indígena Dirce Verão. Segundo ela o grupo vem mantendo negociações com assessores de Brasília. "Queremos que um índio assuma a chefia da Funai", acrescenta.

Quanto as declarações da Funai acerca dos alimentos serem possíveis produtos de varredura, apesar de equipes do Douradosagora que estiveram no local e comprovaram vários pacotes de arroz fechados e estragados, a indígena rebate as informações da fundação observando os vários quilos de alimentos que estão estocados e estocados que não são de varredura.

O grupo denuncia equipamentos agrícolas, sementes e cestas básicas recolhidas e que não teriam sido repassados nas aldeias. "Os recursos enviados pela Funai, em Brasília, não são aplicados nas aldeias. Estamos sendo discriminados. A gente passa fome, não tem segurança e sofre com problema de Saúde. A Funai manda os recursos, mas aonde estão", questiona o guarani. Enquanto isto, no armazém da Funai em Dourados, há várias toneladas de alimentos estragados. "Eles deveriam ter chegado nas mãos dos índios antes de apodrecer", afirma.
 


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