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Ano passado, 38,8 mil telefones foram espionados em MS

| MIDIAMAX


Estudo divulgado este mês pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) revela que o Estado de Mato Grosso do Sul é o terceiro do Brasil em número de telefones grampeados por determinação judicial.
 

O levantamento diz que aqui foram interceptados do início de janeiro a 5 de dezembro do ano passado 38.823 telefones. No Brasil, segundo o levantamento, foram grampeadas 400 mil ligações no ano passado. Mato Grosso do Sul perde nas espionagens telefônicas apenas para os estados do Paraná (50.421) e São Paulo (46.653).
 

De acordo com a pesquisa da Anatel, 97% dos grampos ocorreram em aparelhos celulares, isto é, 398.024 interceptações e 11.905 em telefones fixos.
 

Aqui no território sul-mato-grossense, sustenta o estudo da Anatel, os usuários da operadora Tim foram os mais atingidos pelas ordens judiciais autorizando as interceptações.
 

Note o volume de grampos e as empresas campeãs das escutas. Na operadora Tim foram 26.101 interceptações; a Vivo, 6.954 grampos; a Claro, 4.445 e a Brasil Telecom, 1.323, totalizando uma soma de 38.823 escutas.
 

De acordo com o site de notícias da revista Consultor Jurídico, os números da Anatel foram apresentados em reuniões este mês entre a agência e representantes das operadoras, da CPI e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
 

Ainda segundo o site, os números da Anatel não revelam a quantidade exata de linhas grampeadas ou de alvos investigados, já que incluem também pedidos de prorrogação de escutas.
 

Cada interceptação dura, no máximo, 15 dias, segundo o órgão.
 

De acordo com o site, o total de escutas caiu entre 30% e 40% no último trimestre do ano passado, segundo informações de fontes das operadoras e do Judiciário, debatidas nas últimas reuniões.
 

A queda se deveria às críticas feitas por Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) que declarou ano passado que os grampos haviam se tornado a “rainha das provas” dos processos judiciais e dos inquéritos policiais.
 

Aqui em Mato Grosso do Sul, o volume maior de escutas autorizadas ocorreu durante a Vulcano, operação da Polícia Federal, que resultou na prisão de 37 pessoas, entre as quais ao menos dez servidores da Receita Federal que atuam em Corumbá, na fronteira com a Bolívia.
 

A investigação da PF, que corre em sigilo, descobriu que uma quadrilha fraudava as operações ligadas à exportação e importação de produtos.
 


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