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OAB

Primeira fase do exame da OAB em MS elimina 84% dos concorrentes

| MIDIAMAX


 

Dos 1.389 candidatos que enfrentaram a primeira etapa da prova da OAB-MS (seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil), apenas 234 (16,85%) passaram para a segunda fase. Isto é, a cada 50 inscritos que completaram agora o curso de Direito e buscam o credenciamento para atuar como advogados, somente oito conquistaram índices positivos.
 

O maior volume de aprovados saiu das salas das universidades públicas. Nessa fase da seleção, das 100 questões objetivas, aquelas de marcar X, o recém-formado precisa acertar ao menos 50. O inscrito paga pela prova uma taxa de R$ 200.
 

O resultado, segundo o presidente regional da OAB, Fábio Trad (foto), é um dos piores já registrados na história da entidade. No último teste, quando cerca de 1.000 se inscreveram, no ano passado, metade dos concorrentes (50,57%), pulou para a segunda fase.
 

Cálculos do chefe da OAB presumem um resultado ainda pior na segunda fase da prova da Ordem, aplicada em março que vem. Segundo ele, nessa outra etapa, que é discursiva, o índice de aprovados pode “nem alcançar 10% dos inscritos”.
 

Fábio Trad acha que a facilidade no ingresso das faculdades particulares contribui com o baixo índice de aprovação.
 

“O número de aprovados é bem maior entre os bacharéis que saíram das universidades públicas, onde o vestibular é mais disputado. Não entendi porque tanta gente ficou para trás, se o nível do exame é o mesmo dos anos anteriores”, opinou.
 

Relatório da OAB de MS revela que no último exame da Ordem, os melhores aproveitamentos foram registrados com inscritos que se formaram na Universidade Federal da Grande Dourados e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Alexandre Barros, presidente da Comissão do Exame da OAB, concorda com o presidente da entidade que acha que a facilidade na seleção dos acadêmicos é um dos fatores que refletem no alto índice de reprovação.
 

Contudo, ele acrescentou que caso fosse apontar culpados para o baixo índice de aprovação, indicaria o aluno como o principal deles. Logo depois, disse Barros, viriam às faculdades e o MEC (Ministério da Educação), que autoriza a criação de faculdades, mesmo aquelas sem a recomendação da OAB.
 

O recém-formado Mateus Carriel Castrini, alcançou a maior nota: ele errou apenas 16 das 100  questões propostas. Já a maioria dos aprovados, teve um aproveitamento regular, acertando entre 50 e 60% da prova, como mostra a relação logo abaixo.


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