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Site de Cuiabá critica Governo de MS

| 24 HORAS NEWS


Em um dos sites mais vistos de Cuiabá - Mato Grosso, o jornalista Carlos Lemos criticou o Governo de Mato Grosso do Sul e chamou de mentiroso o governador André Puccinelli, em uma matéria, afirmando que Puccinelli está transformando os dois estados em uma "Faixa de Gaza". Confira a íntegra:


Sem conseguir superar os atrativos que a capital de Mato Grosso, Cuiabá, tem sobre Campo Grande, na “guerra” para ser subsede da Copa do Mundo de 2014, o governador do estado de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), está tentando transformar os dois estados em uma espécie de “Faixa de Gaza”. A principal estratégia do chefe do executivo estadual sul mato-grossense é “atacar” Cuiabá, seja do ponto de vista político, geográfico e até mesmo social. Como suas primeiras investidas saíram como um “tiro no pé”, sem efeito, Puccinelli resolveu agora girar sua “metralhadora” para os índices de violência da capital de Mato Grosso. De fato, o estado tem problemas com a criminalidade, assim como São Paulo e Rio de Janeiro, mas nada que impeça a realização dos jogos por aqui. O tempo e a visita dos inspetores da FIFA, no próximo dia 3 de fevereiro, serão os juízes dessa tática. 

      
Em mais um ato de desespero, o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad (PMDB), afirmou ao site Campo Grande News, por telefone, direto da cerimônia de inauguração do Museu do Futebol, no Paraguai, que o presidente da Conmebol, Nicolas Leoz já havia declarado apoio irrestrito a candidatura da capital de Mato Grosso do Sul. Mentira, tudo não passa de mais uma mentira dos políticos daquele estado. Seria um ato indisciplinar um presidente de entidade declarar apoio. Ontem (29) mesmo a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) negou ter se manifestado em prol de Campo Grande. Mais um “tiro” que sai pela culatra e que enfraquece ainda mais as chances de Mato Grosso do Sul. 

     
Mas os “ataques” não param por ai. Ontem, em mais um lançamento da campanha pela Copa em Campo Grande, foi apresentada Luíza Brunet como musa da campanha. Ao mesmo tempo foi distribuído o material de campanha. Tirando o espaço reservado para os poucos atrativos que Campo Grande possui, uma boa parte do material é voltada a desqualificar Cuiabá e Mato Grosso. Dos 30 itens do panfleto, nada menos que 12 são de ofensas a “Cidade Verde”. Um espaço que poderia ser preenchido com mais informações sobre Campos Grande que ficou destinado a criticar Cuiabá, talvez porque não se tinha mais nada para ser colocado. 

     
Mas tudo isso faz parte da estratégia do conhecido marqueteiro, Chico Santa Rita, famoso por lançar mão de “golpes baixos” para atingir seus objetivos. Santa Rita esteve em Cuiabá, atuou na campanha de segundo turno do empresário republicano Mauro Mendes. O resultado: derrota. Muitas lideranças políticas mato-grossenses jogaram toda a culpa sobre o plano de marketing. Pelo andar da carruagem, a estratégia midiática não está surtindo efeito. 

      
A realidade é que a decisão vai se pautar em cima da estrutura que cada capital tem, e nesse aspecto, “Cuiabá nada de braçada”. Fora o grande potencial turístico que a capital de Mato Grosso tem em um raio de cerca de 200 quilômetros, dentre eles o Pantanal, onde precisamos andar apenas 100 quilômetros para curtir as belezas da biodiversidade, ainda contamos com uma infra-estrutura de transportes que sem dúvida é melhor que a de Campo Grande. A rodoviária de Cuiabá não é de primeiro mundo, mas é bem planejada, moderna. A de Campo Grande tem uma estrutura que mais se parece com o shopping popular (camelo) da capital mato-grossense. 

     
Cuiabá não tem aeroporto, é verdade, o Marechal Rondon está localizado no outro lado do Rio Cuiabá, na cidade de Várzea Grande, mas apenas por uma questão de local ideal, seguro. O movimento nesse aeroporto, em 2008, foi de 1.396.164. Maior que o fluxo de pessoas que passaram pelos três aeroportos de Mato Grosso do Sul, localizados nas cidade de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã que no mesmo período recebeu 868.064 pessoas, comprovado por dados do Movimento Operacional Acumulado da Rede Infraero, de janeiro a dezembro do ano passado.


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