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Caarapó

Com a safra, aumenta trânsito de máquinas na pista

| A GAZETA


Vilson Nascimento

Com o início da colheita da soja e plantio do milho, aumenta o número de máquinas agrícolas trafegando pela pista de rolamento e consequentemente os riscos de acidentes nas rodovias estaduais sem acostamento, na região sul do Estado em Mato Grosso do Sul.


Apesar de proibido pelo Código Nacional de Trânsito, por trafegarem em velocidade menor que 50% do máximo permitido para a via, que nas rodovias de MS é de 80 quilômetros por hora, é comum se deparar com tratores e até colheitadeiras trafegando no asfalto nas rodovias da região, fator que já provocou vários acidentes, inclusive com vítimas fatais.


Em setembro do ano passado uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas quando uma ambulância da Prefeitura de Tacuru se chocou com a traseira de um trator que trafegava pela pista de rolamento e pegou fogo na rodovia MS-156 entre Tacuru e Amambai.


Em dezembro, também do ano passado (2008), um trator trafegando pela pista acabou provocando outro grave acidente na rodovia MS-156, mas desta vez no trecho que liga Amambai a Caarapó.


Durante o acidente que envolveu outra ambulância pertencente a Prefeitura de Coronel Sapucaia, além de danos materiais, várias pessoas ficaram feridas, porém ninguém veio a óbito.


PRE reconhece o perigo e alerta produtores


A Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) da base operacional de Amambai reconhece o perigo que as máquinas agrícolas representam para o trânsito nas rodovias e faz um alerta os produtores rurais da região sobre as sanções penais que se sujeitam em caso de acidente.


Segundo a PRE a legislação é clara em relação a proibição do trânsito de maquinas agrícolas na pista, mas como toda a região tem sua economia baseada no agronegócio, se torna difícil a fiscalização.


“Orientamos para que os produtores utilizem estradas de terra paralelas ao asfalto, evitando trafegar pelas rodovias”, disse o sargento De Souza, comandante de uma das guarnições da base PRE de Amambai ao informar também, que para conduzir máquina agrícola, o condutor tem que ser habilitado no mínimo na categoria “C”.


Sinalização é fundamental


De acordo com a PRE o trânsito é proibido, mas em casos de necessidades extremas, o bom senso é utilizado, deste que o deslocamento seja em curta distância, o condutor da máquina tenha a habilitação correspondente e a sinalização, tanto da máquina agrícola como dos batedores, que devem seguir à frente e a retaguarda alertando para a existência da maquina na pista, estejam devidamente sinalizados com sinais luminosos e bandeirolas.


Segundo a PRE em hipótese alguma esse deslocamento pode ser feito em período noturno. Em caso de desobediência, segundo a polícia, a máquina pode ser apreendida e o proprietário responder cível e criminalmente, caso o maquinário ou os implementos venham provocar um acidente.


Caminhoneiros também representam perigo


Além das máquinas agrícolas, alguns caminhoneiros também representam perigo nessa época, que o trânsito de veículos de carga é intenso nas rodovias da região.


Não são raras as vezes que se constatam motoristas de caminhões e carretas dirigindo em alta velocidade e fazendo ultrapassagens perigosas nas rodovias da região, colocando em risco a segurança e a vida de si próprio e de transeuntes.



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