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Política

Decisão sobre a Copa define futuro do PMDB

| MIDIAMAX


Subsediar ou não os jogos da Copa 2014, a competição internacional que acontece só daqui cinco anos e meio, virou uma bola de cristal para a política e, em porção menor, vai mexer com a economia sul-mato-grossense.

Vale conjecturar sobre o tema. Vencida a queda-de-braço com Cuiabá, a rival direta de Campo Grande, o reinado do PMDB do governador André Puccinelli e do prefeito da Capital, Nelsinho Trad, poderia se prolongar com desembaraço por mais alguns anos.

Caso contrário, os adversários dos peemedebistas enriqueceriam seus discursos de ataques e, além disso, estaria em jogo ao menos R$ 1,5 bilhão, recursos prometidos pelo governo e o próprio município para revitalizar a cidade com vistas à Copa.

A Fifa, entidade internacional que manda no evento esportivo, define se Campo Grande vai ou não sediar os jogos no dia 20 de março, 19 meses antes da eleição que define o nome do próximo governador do Estado.

André Puccinelli, do PMDB, que já assumiu ser candidato à reeleição, é um dos políticos que precisaria da escolha da Fifa.

Vencendo a disputa com Cuiabá, ele já tem programa de governo definido e poderia subir no palanque com cronograma certo e detalhado dos projetos econômicos a serem atraídos pela cidade e o Estado.

Contrário a isso, Puccinelli deve ser cobrado por concorrentes políticos pela suposta inabilidade em convencer a Fifa a trazer o evento esportivo para cá.

O mesmo pode-se dizer do prefeito Nelsinho Trad, que se cacifa a assumir o posto de Puccinelli pós reeleição. Com o sinal positivo da Fifa, ficaria fortalecido em qualquer circunstância.

Embora com chances remotas, se o partido dele quisesse lançá-lo candidato ao governo no ano que vem, ele tomaria o cronograma da mão de Puccinelli e levaria vantagens sobre os concorrentes políticos.

Ele poderia dizer que influiu com seus esforços na decisão dos organizadores da competição e ainda vender a idéia de que é uma espécie de “pai” da subsede.

Se permanecer na Prefeitura até o fim do mandato, em 2012, ainda estaria na vantagem. Vias construídas, metrô de superfície e um estádio avaliado em R$ 400 milhões renovadinho em folha seriam algumas obras de sua prancheta.

Nessa hipótese, bastaria aguardar sem mandato por dois anos e, em 2014, ano da Copa, retornaria como candidato ao governo para substituir Puccinelli. Imbatível.

Agora, se Cuiabá for à subsede escolhida, a trilha política de Nelsinho Trad não seria a mesma. Adversários o atacariam, acusando-o de incompetente e culpando-o pela derrota para a cidade vizinha, melhor preparada, melhor estruturada, etc, e os anunciados investimentos, o equivalente ao que o município arrecada num ano todo, poderiam escapar. E os planos políticos seriam reescritos, com mais incógnitas do que certezas.

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