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Vereador de Cuiabá é pego com adolescente travesti, ameaça polícia e acaba preso

| MIDIAMAX


Os jornais eletrônicos de Cuiabá (MT) trouxeram matérias nesta sexta-feira sobre o vereador Ralf Leite (PRTB) de Cuiabá, preso esta madrugada, em Várzea Grande, onde estava em companhia de um adolescente, travesti.
 

No CISC (Centro Integrado de Segurança e Cidadania), o adolescente disse que não conhecia o vereador, mas que ele estava a procura de um travesti. Inicialmente o travesti pediu 50 reais pelo programa, mas acabou baixando o preço para 30.
 

O adolescente cujas iniciais não foram divulgadas, mora na região do Coxipó e faz programas já há três anos, ou seja, desde a pré-adolescência. Exploração sexual de adolescentes é crime.
 

O caso

Segundo informações do site Olhardireto, a prisão aconteceu às 4h45min, no Jardim Potiguar, na região do Zero Quilômetro, área conhecida pela frequência de travestis e prostitutas.
 

A prisão do vereador aconteceu por acaso. Uma viatura da PM (Polícia Militar) comandada pelo tenente Ilton Botelho, estava na região à procura de um Gol branco, que havia sido roubado. Ao notar o veículo Pajero prata, de propriedade do vereador, parada em local ermo, foi feita a abordagem.
 

Consta ainda na reportagem que o tenente disse que ao descer do veículo,de ua propriedade, o vereador estava com as calças arriadas e fez várias ameaças aos policiais. "Vocês não sabem com quem estão falando. Sou filho do coronel Leite e mando vocês para qualquer lugar", disse o vereador, que aparentava estar em visível estado de embriaguês, segundo os policiais.
 

Ralf Leite foi levado inicialmente ao Quarto Batalhão da Polícia Militar para fazer o exame de bafômetro, mas recusou-se a fazê-lo. De lá, foi levado para o CISC, Parque do Lago, para registrar a ocorrência. No boletim de ocorrência, Ralf é acusado de atentado violento ao pudor, ameaça a autoridade policial, desacato a autoridade, falsidade ideológica, pois apresentou uma carteira funcional de Bombeiro Militar, função que não mais exerce desde que assumiu uma cadeira na Câmara Municipal de Cuiabá.
 

Ralf Leite foi levado ao Centro Integrado de Segurança Comunitária, no Parque do Lago. Foi ouvido por quatro horas pelo delegado e foi solto. Ele deverá ser investigado por falsidade ideológica pelo fato de ter apresentado a carteira antiga de bombeiro, desacato a autoridade e atentado violento ao pudor.
 

Já de acordo com o site de notícias Midianews, o pai do vereador, coronel reformado Edson Leite, que foi indicado para a secretaria de Trabalho, Emprego e Renda de Cuiabá, esteve no local na tentativa de libertar o filho, mas não houve sucesso. O vereador corre o risco de perder o mandato por quebra de decoro.
 

Outro lado

As primeiras declarações do vereador Ralf Leite, após o incidente, conforme o MidiaNews, foram de que ele foi vítima de "armação" política.
 

Segundo ainda informações do MidiaNews, o assessor jurídico da Câmara, advogado Lauro da Matta, esteve no Cisc do Parque do Lago e revelou que o Legislativo acompanha o caso e dará toda assistência necessária ao vereador do PRTB.
 

Também estiveram na delegacia os vereadores Néviton Fagundes, que, com Ralf, forma a bancada do PRTB na Câmara; Clovito Hugueney (PTB), representando a Câmara; e Paulo Borges (PSDB), líder do prefeito Wilson Santos.
 

Ronaldo

Em abril do ano passado, o jogador Ronaldo foi parar na delegacia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Ele estava com três travestis durante madrugada em um motel na Barra, onde foi protagonista de uma discussão. O jogador jurou que pensou que fossem prostitutas.
 

Ronaldo diz que dispensou o serviço dos três e pagou R$ 1.000 a cada um. Eles ainda teriam oferecido cocaína ao atacante para que ele relaxasse. Ronaldo, segundo sua versão, recusou e dois travestis foram embora, mas o terceiro, exigiu R$ 50 mil para não relatar o caso à imprensa, iniciando o bate-boca.
 

Na versão do travesti, Ronaldo foi à Cidade de Deus comprar cocaína, não quis pagar pelo serviço e os ameaçou de agressão se eles divulgassem o caso.
 

Ao delegado titular da 16ª DP, Carlos Augusto Nogueira Pinto, responsável pelo caso, Ronaldo disse que foi à boate 021, na Barra, comemorar a vitória do Flamengo sobre o Botafogo pela final do campeonato estadual do Rio. Ao sair da boate, Ronaldo contratou um travesti --André Luís Albertini--, acreditando que fosse uma mulher.
 

O Folha on line noticiou na época que os dois foram para um motel no mesmo bairro, onde o travesti chamou outros dois colegas. No motel, Ronaldo percebeu que as três prostitutas eram travestis e dispensou o serviço deles.
 

Até aí, a versão do jogador e do único dos travestis que foi à delegacia é a mesma, segundo Pinto. As diferenças começam quando ambos relatam a discussão que ocorreu no motel.
 

Por meio de sua assessoria de imprensa, o jogador Ronaldo não negou que tenha feito programa com os travestis. Disse, porém, que não existe nenhuma queixa contra ele e que foi vítima de uma tentativa de extorsão.

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