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Caarapó

Após temporal e confusão, Corinthians e Portuguesa empatam

| GLOBO.COM


Corinthians e Portuguesa entraram em campo na tarde deste sábado, às 17h, após um dia de muito sol na capital paulista. Mas não imaginavam que o duelo só terminaria às 20h21. Um temporal assolou a cidade no início do segundo tempo, as luzes do Pacaembu se apagaram e o jogo foi paralisado quando o placar estava 0 a 0, aos três minutos. A Federação Paulista intercedeu e mandou que todos esperassem até às 19h. Como a chuva diminuiu e a iluminação voltou, a entidade determinou a continuação da partida. Depois do temporal, um gol para cada lado: 1 a 1 que mantém o Corinthians na liderança do Paulistão, agora com 14 pontos.
 

Durante todo o tempo em que o duelo ficou paralisado, houve muitas informações desencontradas e reclamações. A situação mais polêmica foi o anúncio do sistema de som do estádio, informando que o jogo estava suspenso para este sábado e que seria retomado no domingo às 15h. A administração do Pacaembu informa que esta foi a determinação recebida através da arbitragem. Mas a mesma alega que não decretou o fim do evento. Muitos torcedores foram embora e os jogadores trocaram de roupa para deixar o local. Quando o prosseguimento do jogo foi confirmado, os portões foram abertos e muitos torcedores que estavam na rua voltaram.
 

Com o resultado, o Corinthians chega a 14 pontos e segura a liderança da competição. A Portuguesa permanece com oito pontos, na nona colocação. Na próxima rodada, o Timão recebe o Mogi Mirim, também no Pacaembu, nesta quarta-feira, e a Lusa encara o Paulista no Canindé, nesta terça.
 

Vitor segura o Timão no primeiro tempo

A Portuguesa estava preparada para se defender. Com três zagueiros e dois volantes, o técnico Mário Sérgio colocou a equipe para marcar firme e explorar apenas os contra-ataques. O Corinthians, com Boquita e Morais no meio, e Jorge Henrique e Souza no ataque, partiu em busca do primeiro gol. Porém, logo aos quatro minutos, Christian foi mais rápido que os zagueiros e abriu o placar. Mas estava impedido, por isso o gol não valeu. O Timão não se abalou e deu o troco aos sete: Jorge Henrique cruzou, Souza cabeceou e o jovem goleiro Vitor espalmou a bola para escanteio. 
 


A partir dos 20 minutos do primeiro tempo começou a chover no Pacaembu. Mas nada que assustasse. Ainda. Aos 27 minutos, em bela arrancada pela esquerda, André Santos arriscou chute da entrada da área e Vitor espalmou. Já a Lusa levou perigo em chute de Erick, por cima do travessão de Felipe.
 


Alessandro, machucado, deixou o campo aos 35 minutos. Mano Menezes colocou Diogo. Em seguida, Mário Sérgio sacou Athirson, que deixou o gramado com cara de poucos amigos, e colocou Guigov, que marca mais.
 


Um pouco melhor em campo, o Corinthians teve uma grande chance para abrir o placar aos 41. Souza foi lançado, invadiu a área e encheu o pé. Vítor fez grande defesa e espalmou a bola para escanteio. Aos 46, após cobrança de falta de André Santos, a bola sobrou para Chicão e o goleiro da Lusa brilhou outra vez e mandou a bola para escanteio.


 

A chuva, que começou ainda no primeiro tempo, transformou-se em temporal. O campo do Pacaembu ficou rapidamente encharcado, e o sistema de drenagem não dava conta de tanta água. Ainda assim, o árbitro Flávio Rodrigues Guerra resolveu iniciar o segundo tempo. Mas não durou muito. Aos três minutos, o juiz interrompeu o duelo, às 18h11.

 Além do temporal, a iluminação do Pacaembu caiu, deixando o estádio às escuras. O árbitro deixou o campo dizendo que não teria condições de prosseguir, e os times voltaram ao vestiário. 
 

Os jogadores já tomavam banho para deixar o estádio e o sistema de som do Pacaembu chegou a anunciar que o confronto não continuaria. Os torcedores foram embora. Mas o árbitro recebeu um telefonema do Coronel Marinho, chefe da arbitragem da Federação Paulista, para que aguardasse até as 19h para decidir o que fazer. Se a chuva não diminuísse, a partida continuaria somente neste domingo, às 15h.
 

A decisão criou polêmica. A Portuguesa, que joga na terça, não poderia ter um intervalo tão pequeno entre dois compromissos. A outra questão levantada é que, com o jogo no domingo, a Polícia teria que cuidar da segurança não só desta partida, mas também do clássico entre Palmeiras e Santos, no Palestra Itália, que fica próximo.
 

 

A iluminação voltou aos poucos e a torcida retornou ao estádio. Jogadores de Corinthians e Portuguesa já estavam de roupa trocada para deixar o local. Às 19h, o trio de arbitragem esteve no gramado para decidir se haveria condições de jogo. No Timão, a diretoria não achava que o confronto deveria continuar. Mário Gobbi, vice de futebol, estava revoltado.
 

 

- Vale tudo, né? A partida tem que ser feita a qualquer preço. Isso é um desrespeito com o torcedor que pagou ingresso e foi embora - esbravejou o dirigente corintiano.
 

 

Mas o árbitro anunciou que a duelo recomeçaria. Ele deu tempo para que os atletas se trocassem e aquecessem. Às 19h37, a bola rolou, registrando uma hora e 26 minutos de paralisação. 
 

 

Dentro de campo, o Corinthians voltara melhor. A Lusa ainda perdeu Ediglê, que recebeu o segundo amarelo e acabou expulso. Mesmo com um a menos, aos 23, a Lusa contou com a sorte. Jorge Henrique carimbou o travessão de Vitor, no canto esquerdo, e não conseguiu fazer o gol.
 

 

A sorte parecia estar ao lado da Portuguesa mesmo. Aos 30, Guigov cruzou a bola na área para Christian. O atacante não contava com uma falha de Jean, e ficou livre para abrir o placar. Mário Sérgio não perdeu tempo: tirou Edno e colocou Rai, fechando mais o time.
 

 

Mas o Timão se recuperou da falha na defesa com um gol de empate. Aos 34, Otacílio Neto recebeu de Túlio, e pela esquerda, chutou forte para a rede. Com o empate sofrido, a Lusa fechou ainda mais o time. Christian saiu para a entrada de Heverton. A estratégia funcionou, e o Timão, apesar de criar mais, não conseguiu o gol da virada. Aos 45, Elias chegou sozinho na área, mas perdeu o tempo do cruzamento e não empurrou para o gol.


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