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Caarapó

Em Caarapó, professores graduados não recebem piso

Professores graduados da rede municipal de ensino recebem abaixo do piso salarial.

| CAARAPONEWS


Por Silmara Diniz e André Nezzi

Após comunicado de que a administração municipal teria se adequado à Lei do Piso dos professores do magistério no valor mínimo de R$ 950 por 40 horas semanais de trabalho, o CaarapoNews foi procurado por professores graduados do município que não quiseram ter seus nomes revelados. Eles disseram não terem seus salários reajustados, conforme Lei Federal nº 11.738.
 

Os professores alegaram que, apesar do salário dos colegas com magistério ter passado por reajuste e adequação, quem tinha diploma de graduação continuou com salários menores do que as exigências: enquanto o magistério recebe o valor fixado por lei federal, os professores graduados recebem menos de cem reais de diferença, o que não confere com os 35% que devem receber a mais por lei do que o magistério. Ainda segundo relatado ao CaarapoNews, os professores alegam que o estado já cumpre o valor do piso, que segundo eles por 20 horas semanais é de R$ 712,50, mas o município paga somente R$ 595,00, alegam.
  Procurado por nossa reportagem, o secretário de educação do município, Apolinário Candado, relatou que o piso foi ajustado somente para os professores com nível magistério e que pelo plano de cargos e carreiras, um professor graduado deveria ganhar um salário maior do que se paga atualmente em Caarapó.
  Apolinário explicou que todos os professores terão reajuste salarial neste ano e uma assessoria já foi contatada para fazer estudo dos valores do FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) recebidos no município com o objetivo de realinhar os salários da categoria. O secretário disse, ainda, que o projeto para os reajustes de salário já está sendo encaminhado para apreciação da Câmara Municipal.
  “O desafio nosso é implantar esse piso, é o grande desafio desse ano. É obrigatório seguir o piso mínimo no magistério, mas não é justo que o salário de um tenha aumento e do outro não”, afirmou.
  Segundo o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, as prefeituras têm de “correr atrás, já que em casos comprovados de falta de condição para cumprimento do piso a União faz a complementação.

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