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Caarapó

Escova de dente é usada como arma por presos

| A GAZETA


Visando garantir respeito e proteção individual dentro da cadeia, detentos utilizam artimanhas e criatividade para transformar materiais comuns, de uso cotidiano, em verdadeiras “armas brancas”, os chamados espetos ou “chuchos”.


Em Sete Quedas, município da fronteira com o Paraguai onde a cadeia pública funciona anexa a Delegacia de Polícia Civil e conta com apenas duas celas com capacidade para quatro detentos cada, mas atualmente abrigam seis, número acima da capacidade, mas considerado aceitável, até uma escova de dentes foi transformada em arma branca.


Para transformar o cabo da própria escola em um “espeto”, o detento utilizou as paredes e o piso da cela como esmeril.


Em presídios apreensões são constantes


Em presídios de segurança máxima e até mesmo de segurança mínima, como é o caso do Epam (Estabelecimento Penal de Amambai), as apreensões dessas espécies de artefatos não comuns.


Em Amambai, onde a população carcerária varia entre 170 a 200 internos, frequentemente em vistorias de rotina nas celas agentes penitenciários apreendem artefatos dessa natureza.


As armas são produzidas a partir de qualquer espécie de objeto, muitas vezes de cabos de garfos e colheres ou atém mesmo do eixo da hélice de ventilador portátil.


Durante uma varredura nas celas no meio do ano passado (2008) após uma tentativa frustrada de fuga aonde um agente penitenciário chegou a ser tomado como refém por alguns instantes por um grupo de presos, os agentes encontraram e recolheram vários chuchos.


Apesar das freqüentes apreensões de materiais dessa natureza nas celas de cadeias e presídios da região, até o momento não se tem notícia de mortes ou feridos graves registrados em cadeias públicas ou no Epam, em Amambai, por conta do emprego desse tipo de arma.


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