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Caarapó

Flamengo é eliminado pelo Resende na Taça Guanabara

| GLOBO.COM


Samba atravessado, máscara no chão e lágrimas nos olhos. O sábado de carnaval que tinha tudo para ser de desfile apoteótico para o Flamengo acabou em tragédia no Maracanã. Com um roteiro de dar inveja aos jogos contra o América do México e Atlético-MG, a semifinal da Taça Guanabara acabou com vitória do Resende por 3 a 1, gols de Bruno Meneghel, duas vezes, e Hiroshi; Josiel descontou.


A atuação do árbitro Felipe Gomes da Silva, que marcou um pênalti duvidoso e expulsou Fábio Luciano e Airton de formas polêmicas, marcou a partida em que o Flamengo deu adeus ao sonho do tri da Taça GB. O Rubro-Negro terá na Taça Rio a última chance de manter vivo o sonho do quinto tri carioca da sua história. Por outro lado, o Resende debuta em uma final de turno do Estadual, e aguarda o vencedor de Fluminense e Botafogo, na quarta-feira de cinzas, para conhecer o adversário na decisão.

 

Os foliões rubro-negros preferiram a rua do que o Maracanã no sábado de carnaval, mas os que optaram pelo estádio como palco da festa não deixaram faltar a animação e desde o minuto inicial tentaram fazer o Flamengo jogar em ritmo de samba. Dentro de campo, no entanto, a equipe não manteve harmonia com a arquibancada.


Desorganizado, o Rubro-Negro até assustou com Zé Roberto, aos 4 minutos, em chute cruzado após passe de Obina, só que era o Resende que mostrava serenidade e postura de time grande. Sem dar espaços para o rival, o time do interior buscava trocar passes para se manter no campo de ataque. A tática dava certo, melhor ainda porque o Fla não conseguia se encontrar no meio-campo.


Diante da inoperância do adversário, o Resende passou a pressionar e em dois minutos desperdiçou três boas oportunidades. Aos 20, Leo deixou Bruno Meneghel livre na frente de Bruno. O atacante tentou encobrir o goleiro e chutou para fora. No lance seguinte, o artilheiro do Carioca mais uma vez ficou frente a frente com o xará e tocou fraquinho. Fábio Luciano impediu o gol e na sequência Meneghel isolou.


Quatro minutos depois não teve perdão. Apático, o Flamengo foi castigado. Leo fez fila na zaga rubro-negra, passou como quis por Fábio Luciano e foi desarmado e atropelado por Airton. Lance polêmico que virou pênalti e expulsão do zagueiro para o árbitro Felipe Gomes da Silva. Na cobrança, Bruno Meneghel acertou a trave, a bola tocou nas costas de Bruno e entrou: 1 a 0 Resende. 

 

O gol deixou Cuca agitado, e o técnico trocou Zé Roberto por Kleberson. Na arquibancada, o samba deu lugar aos gritos de “queremos raça”. Nada mudou, e o Fla seguia sem atacar.

Aos 44, Felipe Gomes da Silva mais uma vez se envolveu em polêmica e mostrou que o período de concentração imposto pela Ferj aos árbitros não deu muito certo. Após impedimento de Bruno Meneghel, ele foi rígido no local da cobrança da infração e fez com que os rubro-negros a cobrassem cinco vezes. Na quinta, a surpresa: a cerca de 30 metros de distância, o árbitro identificou um ato de indisciplina de Fábio Luciano e deu o cartão vermelho direto para o capitão, que deixou o campo com o nome gritado pela torcida.

 

O lance colocou um ponto final na primeira etapa e deu início a confusão. Revoltado, Kleber Leite tentou invadir o campo para protestar e foi impedido por Ibson. Na descida para o vestiário, os rubro-negros estavam revoltados.


- Isso é loucura. Não precisava disso. Ele já tinha expulsado um jogador nosso. Por que dar o vermelho para o Fábio? – disse Leo Moura.


- Ninguém entendeu nada. Só o árbitro sabe o que fez – engrossou Bruno.
 

 

Zebra se consolida no Maracanã
 

Na segunda etapa, o Flamengo se mandou para o tudo ou nada. Mesmo com dois a menos, a equipe partiu para o campo de ataque, mas deixou espaços na defesa. Organizado, o Resende assustava nos contragolpes. Aos 5, Fabiano aproveitou saída de bola errada de Ibson e tentou encobrir Bruno, que fez a defesa.


No lance seguinte, após uma série de cinco escanteios para o Flamengo, o time do interior encaixou um bom contra-ataque, Leo invadiu a área e rolou para trás. Bruno Meneghel escorou e Juan salvou com o peito em cima da linha.


Aos 9, Leandro fez falta em Obina, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Ainda assim, o Resende seguiu melhor. Dois minutos depois, Leo recebeu livre na área e bateu colocado. Bruno fez linda defesa. O lance acordou o Flamengo que partiu para o abafa. Aos 19, Marcelinho Paraíba arriscou de longe e Cleber fez a defesa.


Sumido, Obina foi mais uma vez vaiado e substituído por Josiel. No primeiro lance, o camisa 9 balançou as redes. Ele escorou cruzamento de Marcelinho, mas a arbitragem acertou e marcou o impedimento.
 

 

Aos 25, mais polêmica: Ibson invadiu a área, disputou a bola com Breno e caiu. Os rubro-negros pediram pênalti e a arbitragem mandou o lance seguir. O domínio territorial do Flamengo não se transformava em chances de gol. Enquanto isso, o Resende se mantinha seguro. Aos 30, o golpe final. Como quem não queria nada, Hiroshi conduziu a bola pelo meio, ajeitou o corpo e encheu o pé. A bola foi no ângulo esquerdo de Bruno. Era o segundo gol do time do Sul do estado e o estopim para a paciência do torcedor.
 

 

Na arquibancada, apreensão e irritação. Em campo, o Flamengo não desistiu. De tanto rodear a área do Resende, a equipe achou um gol aos 39. Melhor rubro-negro em campo, Willians fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Josiel dividir com o goleiro Cleber e fazer seu quarto gol na competição.
 

 

Esperança de mais um gol salvador no fim do jogo, que acabou pouco depois. Aos 46, Bruno Meneghel recebeu passe na entrada da área, se livrou de Juan e tocou na saída de Bruno para fazer seu oitavo gol na competição. 


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