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Geral

Comida que já foi de pobre peixe custa até R$ 29 o kg

| MIDIAMAX


As peixarias do estado registra um aumento de pelo menos 25% nas vendas. O peixe, símbolo do alimento dos pobres na época de Cristo, hoje, custa de R$ 5 a R$ 29 o quilo.
 

O consumidor que vive com salário mínimo (R$ 465) e segue os dogmas preconizados pela Igreja Católica encontra o produto com preço mais em conta. O quilo do pintado em postas dos rios da região Norte do Estado custa R$ 8,50. O preço do filézinho da sardinha é R$ 8 e da sardinha inteira R$ 5,65.
 

Nobres

O salmão está entre os peixes nobres junto com o pacu e o pintado. O quilo do salmão sai a R$ 29,50 e dos outros, respectivamente, R$ 9, 85 e R$ 14,70.
 

Para comprar peixe é preciso alguns cuidados, diz o balconista Josalino dos Santos, de 37 anos. “Os olhos têm que estar viçosos, a escama, firme e completa sem cortes”. O vendedor diz que na casa dele o prato do dia será peixe. “Não enjôo de forma alguma. Prefiro os com escama (pacu) porque é mais saboroso, mas tem espinhas. Tem gente que gosta dos peixes com couro (pintado) que tem mais opção de pratos”.
 

Depois da compra, o peixe pode ficar até 6 meses congelado. No comércio, ele não fica mais de 3 dias no balcão expositor. Os produtos são do Rio Paraguai e também dos rios da região Norte de Mato Grosso do Sul.
 

A autônoma Darci Barbosa, de 60 anos, levou pacu em postas. “É uma tradição desde criança minha família come peixe na Quaresma”. Indagada sobre o significado do alimento nesse período do ano, ela diz apenas que é uma ‘tradição’.
 

Religiosidade

Missas quase diárias e abstinência de carne fazem parte dos preparativos de purificação que antecedem a Páscoa, quando cristãos do mundo todo comemoram a ressurreição de Jesus Cristo.
 

A 45 dias do Domingo de Páscoa (23 de março) a rotina de católicos tradicionais é tomada pelos rituais da Quaresma – iniciada na Quarta-feira de Cinzas, e que só termina na quarta-feira da Semana Santa.

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