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General Motors registra prejuízo de US$ 30 bilhões em 2008

| FOLHA


A montadora americana General Motors informou nesta quinta-feira que perdeu US$ 9,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado. Em 2008 como um todo, o prejuízo foi de US$ 30,9 bilhões. A empresa enfrenta a pior crise de sua história, em meio à recessão nos EUA e à queda na demanda no mundo todo devido à crise econômica.

A perda marca o segundo maior prejuízo anual da montadora de cem anos de existência, atrás apenas do prejuízo de US$ 38,7 bilhões registrado em 2007.

Socorrida pelo governo americano, a GM já recebeu US$ 13,4 bilhões por meio de empréstimo de recursos tirados do Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado no ano passado para ajudar. a princípio. o setor bancário.

A GM já perdeu mais de US$ 70 bilhões desde 2005, quando o executivo-chefe da empresa, Rick Wagoner, deu início aos esforços para cortar custos da empresa, reduzir operações e reestruturar suas atividades na América do Norte. Executivos da GM devem ir a Washington hoje para se reunirem com representantes do governo americano para discutir as medidas de reestruturação e empréstimos adicionais.

"O ano de 2008 foi extremamente difícil para os EUA e para as montadoras, principalmente no segundo semestre", disse Wagoner, em um comunicado. "As condições [da economia] criaram um ambiente muito desafiador para a GM e outras empresas automobilísticas e nos levaram a adotar novas medidas agressivas e difíceis para reestruturarmos nosso negócio."

A empresa encerrou dezembro com US$ 14 bilhões em caixa e disponibilidades que incluem os primeiros US$ 4 bilhõesem empréstimos recebidos do Tesouro norte-americano. Também hoje a GM informou que pode receber um "alerta de preocupação" de auditores que avaliam o risco da empresa talvez não ser capaz de continuar operando.

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Na semana passada, GM e Chrysler, as montadoras mais afetadas pela crise, apresentaram seus planos de reestruturação ao Congresso dos EUA, como contrapartida pela ajuda de US$ 17,4 bilhões oferecida a ambas em dezembro do ano passado. As duas empresas solicitaram uma quantia suplementar --US$ 5 bilhões para a Chrysler, que já obteve US$ 4 bilhões-- e até US$ 16,6 bilhões para a GM.

A GM, além disso, anunciou planos de cortar até 47 mil funcionários de suas fábricas em todos os países, 26 mil deles, fora dos Estados Unidos, e fechar cinco fábricas no país. A Chrysler, por sua vez, planeja cortar 3.000 postos de trabalho e suspender a produção de três modelos, além de estudar uma parceria com a italiana Fiat.

As vendas da GM tiveram queda de 10,8% em 2008, com a montadora perdendo pela primeira vez na história a liderança em vendas no mercado automobilístico mundial para a rival japonesa Toyota Motor. A GM vendeu, no ano passado, 8,35 milhões de unidades, contra 9,37 milhões em 2007. A Toyota, por sua vez, viu uma queda de 4% em suas vendas em 2008, em relação ao ano anterior, com 8,97 milhões de unidades.

O executivo-chefe da GM, Rick Wagoner, disse, segundo o diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ"), que os cenários de uma eventual concordata da empresa são "arriscados" e "caros" e só serão buscados como último recurso. "Ainda não tivemos discussões profundas com o governo (...) Eles nos disseram para nos reunirmos e discutirmos o assunto. Fizemos isso no plano de viabilidade da GM, por isso acho que podemos entrar no assunto do financiamento."

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