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Geral

Evangélico vai assumir HUT e HM temporariamente

| DIáRIO MS


O Conselho Municipal de Saúde de Dourados aprovou na segunda-feira, por 12 votos a três, a contratação do HE (Hospital Evangélico) para o gerenciamento HUT (Hospital de Urgência e Trauma) e HM (Hospital da Mulher), e prestação de serviços de alta-complexidade. A decisão praticamente cela a volta do HE ao SUS (Sistema Único de Saúde).
 


De acordo com o secretário municipal de Saúde, Edvaldo Moreira, com a aprovação do conselho, a expectativa é de que o contrato entre prefeitura e hospital seja assinado até o final desta semana. Segundo ele, o objetivo é que HE assume a rede pública hospitalar já na semana que vem. Pelo gerenciamento do HUT e HM, e prestação dos serviços de alta-complexidade, a prefeitura irá pagar ao HE R$ 2,4 milhões ao mês.
 


A assembleia de apreciação da proposta apresentada pela prefeitura para a volta do HE ao SUS (Sistema Único de Saúde) foi realizada diante de um clima bastante tenso. Os promotores Cristiane Amaral Cavalcante (Cidadania) e Paulo César Zeni (Patrimônio Público) estiveram presentes e acompanharam a votação.
 


Acadêmicos do curso de Medicina da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e representantes da classe médica também estiveram na sede do Conselho de Saúde. Todos se posicionaram contra a direção do Conselho de Saúde por entender que os profissionais e entidades ligados a área da saúde foram excluídos das discussões que culminaram na contratação do HE para atuar na saúde do município. “Não temos como avaliar esse contrato, já que fomos excluídos das discussões. Isso é lamentável. O Conselho de Saúde novamente toma as decisões sem ouvir ninguém”, disse o presidente da Associação Médica da Grande Dourados, Jorge Baldasso.

Já Débora Rigo, representante do Centro Acadêmico do Curso de Medicina da UFGD, disse ser lamentável o “fato do Conselho de Saúde cercear a sociedade de uma discussão tão importante”.


CONTRATO


Para Cristiane Cavalcante, apesar do processo de contratação do HE ter sido gerido de “uma forma ruim”, já que alguns segmentos não tiveram a oportunidade de discutir o assunto, o acordo atende as exigências feitas pelo MPE (Ministério Público Estadual). “Esse contrato está bem melhor do que aquela primeira proposta apresentada pelo município. Houve vários avanços, já que o contrato prevê o cumprimento de metas qualitativas e quantitativas, além de propiciar mecanismos de fiscalização”, garantiu a promotora.
 


No entanto, segundo a promotora, na semana passada o município assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) se comprometendo a repassar ao HU (Hospital Universitário) todos os serviços que serão prestados pelo HE assim que o hospital gerido pela UFGD tenha condições de assumir o atendimento. No TAC, está previsto que o HU incorpore o HM no prazo máximo de um ano e o HUT em dois anos. “A intenção é que o HU assuma o SUS integralmente no máximo em dois anos”, disse Cristiane Cavalcanti.
 


Entretanto, o vice-reitor da UFGD e diretor-geral Wedson Desidério Fernandes informou ao Diário MS que a expectativa é de que HU assuma os serviços prestados pelo HM até julho desde ano. “Dentro de 30 dias vamos apresentar o projeto para incorporação do Hospital da Mulher e a nossa intenção é colocar o hospital em funcionamento até o final de junho. Para os serviços de pronto-socorro, temos um prazo de dois anos para assumir os serviços. No entanto, queremos estar oferecendo o atendimento em no máximo dois anos”, comentou Fernandes.

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