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Caarapó

Prefeito de Caarapó reúne vereadores e pede ‘apoio e compreensão’

Desempenho negativo da arrecadação municipal afeta o plano de obras de infraestrutura

| DILERMANO ALVES


Um milhão de reais a menos na arrecadação municipal de Caarapó somente nestes dois primeiros meses de 2009. Dinheiro suficiente para construir pelo menos dez quadras de asfalto na cidade. Esse é o tamanho do prejuízo causado na receita do Município em FPM (Fundo de Participação dos Municípios), repassado pelo Governo federal, e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), transferido pelo Governo do Estado.
 

  A situação foi discutida na tarde de quarta-feira (25) pelo prefeito Mateus Palma de Farias (PR), vereadores e secretários municipais, durante reunião realizada na prefeitura. “O estrago na arrecadação é grande e precisamos nos adaptar a esse momento de crise”, defendeu Farias. “Teremos de cortar gastos e isso poderá afetar o nosso plano de obras de infraestrutura”, alertou.
    O prefeito pediu “apoio e compreensão” ao Poder Legislativo diante do quadro, mas não expôs um comportamento de todo pessimista. “Vamos manter um rigoroso controle de gastos públicos, para que possamos concluir as obras em andamento e iniciar outras para as quais garantimos recursos, com ajuda dos parlamentares sul-mato-grossenses no Congresso Nacional”, afirmou.
    Os secretários municipais terão de ser rigorosos na administração das pastas sob sua responsabilidade. “A questão é detectar os pontos onde deverá ser implantado um regime de economia, para que a população não saia prejudicada na prestação dos serviços públicos, que devem ser de qualidade”, recomendou o prefeito. “Com o apoio de todos, certamente sairemos desse quadro, causado pela crise mundial. É um efeito dominó, que atinge o mundo globalizado, os continentes, países, estados, estourando aqui embaixo, no Município”, sublinhou.
    O principal problema, na visão de Farias, é que não há previsão para o fim da crise mundial. “Enquanto isso, teremos de conviver com essa situação que, esperamos, não seja duradoura”, finalizou.  

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