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Caarapó

Numa operação de guerra, polícia mata 2 que teriam assaltado bancos em MS

| MIDIAMAX


Após troca de tiros com policiais, morreram dois membros da quadrilha que teria assaltado diversos agências bancárias situadas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
 

A ação contou com três helicópteros e pelo menos sessenta policiais civis e militares dos três estados. O tiroteio foi no final da noite de ontem, 28 de fevereiro, em Mineiros (GO). Foram apreendidos R$ 16,430 e uma pistola com os assaltantes.
 

Os nomes de ambos os criminosos não foram divulgados para não atrapalhar as investigações, segundo a polícia. Outros três bandidos conseguiram fugir. O bando está, há dias, escondido em mata fechada na divisa com Goiás.
 

O cerco
 

Os criminosos entraram em uma fazenda e fizeram a família proprietária [cujos nomes não foram divulgados] refém. Eles levaram roupas e comida da casa e destinaram-se a uma mata fechada, onde estão escondidos há dias. Um dos filhos da família conseguiu fugir e chamar a polícia.
 

A família foi posteriormente encontrada na mata sem ferimentos, segundo a Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais) de Mato Grosso do Sul.
 

“Nós fizemos a varredura e teve, após o encontro, o tiroteio pesado. Foi um tiroteio pesado mesmo”, relata o capitão Vagner Ferreira, da Cigcoe.
 

“Não há dúvidas de que eles façam parte da quadrilha”, nós encontramos identidades com eles, mas, elas ainda precisam ser checadas. Não vamos divulgar nomes, para não atrapalhar os trabalhos”, explica o capitão. Eles aparentavam ter mais de 35 anos, segundo o capitão.
 

Os trabalhos policiais se estendem por mais de 10 mil hectares; mais de 50 quilômetros em linha reta. Helicópteros da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), do Estado de Goiás e da Força Nacional atuam no caso. “A mata é muito densa. A região é montanhosa. Quando os helicópteros chegam, o trabalho fica melhor”, relata o militar Vagner.
 

Outras prisões
 

A estratégia da quadrilha [pelo menos três ainda estão foragidos] é manter-se na mata e contar com auxílio de comparsas de fora para levar mantimentos. Na sexta-feira, o Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros) apresentou dois homens que iriam ajudar os bandidos. Um outro está internado na Santa Casa com problemas na perna.
 

Claudio Petrônio Ramos, 28 anos, e Marcos Aurélio Macedo de Brito, 31 anos, negam que praticaram os assaltos. “Eu só tinha que pegar dois homens”. A frase foi repetida por ambos em momentos diferentes. Informação confirmada pelo delegado Ivan Barreira. “Eles deveriam prestar socorro a outros participantes que estavam refugiados na mata [entre as cidades de Costa Rica e Pedro Gomes]”.
 

Claudio foi preso quando conduzia uma caminhonete Montana vermelha placas DNI 0454 (de Aparecida de Goiânia – GO). Marcos foi capturado quando dirigia o Corsa azul placas AGI 6832 (de Mineiros – GO). Ambos trafegavam por Costa Rica. Nelson Bento Santos, 52 anos, o terceiro capturado, está internado na Santa Casa sob escolta policial. Ele tem diabetes, o que ocasionou em agravamento de um corte na perna após correr dos policiais.
 

Sua prisão foi em uma mata próxima à uma fazenda na região conhecida como Bolicho Seco, divisa entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. No dia 13 de fevereiro, a polícia prendeu um dos envolvidos num assalto à uma agência bancária de Nova Mutum (MT) realizado no dia 6 de fevereiro. A suspeita, é de que seja do mesmo grupo.
 

O assalto na cidade mato-grossense ocorreu nos mesmos moldes registrados nas cidades de Costa Rica e Pedro Gomes respectivamente, em 5 e 7 de agosto de 2008. Clientes foram expostos como escudo humano durante a ação criminosa.

 


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