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Preço do frango pode subir até 17%

| BEM PARANá


O preço da carne de frango poderá subir entre 15% e 17%. O índice será definido em reunião na União Brasileira de Avicultura (UBA) na segunda-feira, em São Paulo. Se o reajuste for aplicado integralmente, o preço médio do varejo de Curitiba passará de R$ 3,56 para R$ 4,16, considerando os valores cobrados ontem pelo quilo do frango congelado nos supermercados da Capital, segundo levantamento do Disque Economia, serviço da Secretaria Municipal de Abastecimento.


“Seguramente não devem ser esses os patamares e acho muito difícil falar de um porcentual porque quem regula isso é o mercado”, afirma Domingos Martins, presidente do Sindicato da Indústria da Avicultura no Estado do Paraná (Sindiavipar). Martins explica que há a necessidade de haver um realinhamento de preços por conta do aumento de custos. “Mas jamais nestes patamares”, diz.


Já os produtores gaúchos defendem um valor que garanta a remuneração acima dos custos de produção.  “Não vai ser preço que vai espantar o consumidor”, defende o secretário executivo da Associação Gaúcha de Avicultores (Asgav), José Eduardo dos Santos.

Segundo os dados da UBA, a expectativa inicial era de alta de 15%, mas, com o agravante da crise e a redução drástica da produção, de alojamento e de matrizes na tentativa de produzir apenas o essencial, o índice deve chegar a 17%.


Conforme os dados da Asgav, o reajuste é um repasse ao consumidor da alta dos gastos. Em dezembro, o setor adquiriu milho mais caro devido ao aumento nas exportações e à quebra na safra decorrente da estiagem. “Pagamos preços aviltados, de R$ 25,00 a saca de 60 quilos de milho e quase R$ 1 mil a tonelada de soja. Isso tudo gera efeito”, afirma Santos.  Ele explica que, de dezembro até agora, os preços se mantiveram e, com a crise e a redução na produção, foi possível administrar esse período.


“Mas não se sabe como vai ser daqui para a frente. E qual vai ser a política do governo para atender às agroindústrias”, pondera Santos.

Outro fator que contribui é a retomada de pedidos de cortes para países como Estados Unidos e China e a expectativa de exportação ao Oriente Médio.

Já Martins é categórico ao defender a necessidade de um realinhamento de preços por conta do recuo dos preços no mercado internacional. Ele conta que atualmente o preço do frango no exterior está muito próximo do cobrado no mercado interno, bastante significativo para o setor. Martins conta que o consumo mensal do Brasil é de 600 mil toneladas por mês. “O consumo per capta do brasileiro é de 40 quilos por ano o que mostra a força deste mercado para o setor”, ressalta Martins.

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