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Paraguai acusa brasileiros de desmatarem o Chaco

| MIDIAMAX


Brasileiros que são proprietários de fazendas no Chaco paraguaio estão na mira do governo do presidente Fernando Lugo. Ele sobrevoou a região, ontem, em companhia dos ministros de Meio Ambiente, Jose Luis Casaccia; da Defesa, Luiz Bareiro Spaini e a embaixadora dos Estados Unidos no Paraguay, Liliana Ayalde.

Segundo reportagem do jornal ABC Color, o presidente não gostou do que viu: imensas áreas desmatadas, vistas do alto pareciam um tabuleiro gigante. A vegetação nativa desaparece para dar lugar a pastagem. E a reportagem assegura que são os fazendeiros brasileiros os responsáveis pela devastação.

No Paraguai a lei ambiental ainda é mais rígida, obriga que 25% da propriedade sejam reservados para a floresta nativa. Pelo que o presidente paraguaio viu ao sobrevoar a região de fronteira com Porto Murtinho, esse limite não está sendo obedecido.

Depois que constatou a gravidade do desmatamento, o presidente Lugo anunciou, em Fuerte Olimpo, capital departamental, que o caso requer um projeto de lei urgentíssima para declarar “desmatamento zero” em todo o departamento do Alto Paraguay.

O presidente ponderou que, até a elaboração da lei e o envio ao Congresso Nacional, vai precisar do apoio da população que reside na região para frear o desmatamento. Ele pediu que o povo denuncie à Polícia os infratores. Fernando Lugo disse também que, nos últimos anos, “numerosos políticos adquiriram terras a preços irrisórios na região”, por isso antevê a dificuldades para aprovar a lei.

O departamento do Alto Paraguay, região oriental do Paraguay, é uma das regiões mais pobres e esquecidas daquele país, não possui um palmo de asfalto em todo o departamento. Na década de 80, pecuaristas brasileiros descobriram nessa região terra barata e fértil para criar gado e a transformaram em novo eldorado da pecuária, por se localizar estrategicamente ao longo do rio Paraguai e divisa com Mato Grosso do Sul.

Hoje a região é povoada por 80% de brasileiros, que engordam milhares de boi e obtêm lucros acima da media brasileira. Mas essa pujança custa alto ao meio ambiente, por isso a imprensa paraguaia vem há dias denunciando a situação. A região é denominada de “terras de pecuaristas brasileiros”. Foi incomodado pelas frequentes reportagens que o presidente decidiu sobrevoar o Chaco.

A intenção do governo paraguaio é incentivar o ecoturismo na região. Já haveria sinalização dos Estados Unidos de investir no segmento. Mas para isso é preciso frear o desmatamento e inverter a lógica de utilização da área.

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