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Caarapó

Violência preocupa autoridades em Caarapó

Autoridades buscam alternativas para combater a criminalidade

| CAARAPONEWS


Por Dilermano Alves

Os últimos casos de violência ocorridos em Caarapó estão mobilizando as autoridades municipais. Por um lado, os órgãos de segurança pública agem para manter a ordem e conter a violência. Por outro, representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário discutem uma forma de trazer paz e tranquilidade à população.


Na semana passada, o prefeito Mateus Palma de Farias reuniu-se com os vereadores, com quem discutiu, entre outros assuntos, a questão da segurança pública em Caarapó. Decidiu-se que serão agendadas reuniões com os órgãos de segurança pública e Poder Judiciário, a fim de se estabelecer um plano de combate à violência no Município. “Caarapó está crescendo e, junto com as coisas boas, vêm também as coisas ruins”, afirmou o prefeito “Nós não vamos ficar alheios a essa situação”, completou.


A reportagem do CaarapoNews também ouviu outras autoridades, a exemplo do comandante da Polícia Militar, capitão Carlos Magno da Silva, que prometeu medidas urgentes para combater a criminalidade.


De acordo com o comandante, a partir de agora a Polícia Militar fará rondas constantes durante a madrugada e quem for visto circulando pela cidade nesse período será abordado. “Infelizmente, teremos que tomar essa atitude, sei que muitas pessoas não merecem e vão reclamar, mas percebemos que o número maior de ocorrências acontece nesse horário e vamos trabalhar agora na prevenção, pois somente o combate aos efeitos não é suficiente", frisa.

Já o Delegado de Polícia Civil, Dr. Joel José da Silva, credita o aumento da violência às drogas e ao consumo exagerado de álcool por menores de idade, principalmente. Segundo o delegado, na maioria dos casos existem menores envolvidos, pois a impunidade os encoraja a praticar delitos. “Na maioria das vezes, esses menores são detidos, mas com 40 ou 60 dias são liberados por causa da lei. "Sou a favor de que jovens com 14 anos já fossem responsáveis criminalmente pelos seus atos, isso diminuiria muito as infrações praticadas por eles”, acredita.


Outra reclamação do delegado é quanto à cadeia pública municipal, segundo o qual os policiais civis do município, que têm a função investigativa, são obrigados a se deslocar para a segurança da cadeia, causando prejuízos à população. “Os investigadores e agentes, ao invés de estarem nas ruas cumprindo suas funções, têm que ficar cuidando dos detentos e da cadeia”. Para o delegado, a solução seria que a cadeia fosse administrada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) e que se possível até em outro prédio. “Teríamos a possibilidade de contar com um número maior de efetivo para o trabalho de segurança, que certamente seria encaminhado a este município, possibilitando aos agentes penitenciários atuais um melhor trabalho administrativo e investigativo”, acrescentando que, apesar das dificuldades, a sua equipe vem solucionando a grande maioria dos casos.


O CaarapoNews ouviu também a representante do Ministério Público Estadual (MPE), promotora de Justiça Fabrícia Barbosa Lima, que se mostrou preocupada com o aumento da violência e da marginalidade no município. Para ela, o tráfico de drogas é o principal causador do aumento da criminalidade. “Infelizmente, estamos no corredor do tráfico” diz. A promotora relata que o MP vem realizando ações conjuntas com as polícias Federal, Civil e Militar, no intuito de combater essa prática. A promotora cita a operação Mato Verde, recentemente realizada em Caarapó pela Polícia Federal, que colocou atrás das grades quatro traficantes do município. “Vamos pegar pesado com traficantes, existem mais pessoas sendo monitoradas pela polícia com ordem judicial”, revelou.


A preocupação das autoridades em Caarapó vem exatamente ao encontro do tema da Campanha da Fraternidade deste ano, desenvolvida pela Igreja Católica, que elegeu como tema as questões relativas à segurança pública, sob o lema “A paz é fruto da Justiça”, com base no texto bíblico do Velho Testamento (Isaías 32, 17), que diz: E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. (Com informações de André Nezzi e Silmara Diniz)


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