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Integrante do Vaticano apoia excomunhão por aborto no PE

| FOLHA


O chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, do Vaticano, Gianfranco Grieco, afirmou que a decisão da Arquidiocese de Olinda e Recife de excomungar os responsáveis pelo aborto da menina de 9 anos --violentada em Alagoinha (a 230 km de Recife)-- foi correta. A declaração foi publicada nesta sexta-feira pelo jornal italiano "Corriere della Sierra".


"É muito, muito delicado, mas a Igreja nunca pode trair o seu anúncio, que é defender a vida desde a concepção até à morte natural, mesmo em face de um drama humano tão forte como o da violência de uma criança", disse Grieco.


Os médicos que realizaram o procedimento e a mãe da menina foram excomungados da Igreja Católica nesta semana, decisão que causou polêmica no país. Com a excomunhão, eles não podem mais receber a eucaristia ou outros sacramentos, entre eles o casamento; mas não está banido de participar de celebrações da Igreja, como missas.


"Não é possível permitir que uma menina estuprada pelo padrasto tenha esse filho. Até porque a menina que corria risco de morte. Nesse aspecto, a medicina está mais correta que a igreja", afirmou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


O padrasto foi preso sob suspeita de ter estuprado a menina. Grávida de gêmeos, a vítima foi submetida a uma cirurgia para interromper a gestação na última quarta-feira (4), em Recife, e deixou o hospital hoje pela manhã. Para os médicos, a continuidade da gravidez poderia ser fatal para a criança.


O padrasto, que foi preso, confessou que abusava sexualmente dela e da irmã mais velha, de 14 anos, que possui problemas mentais, há cerca de três anos, quando passou a viver com elas, afirma a polícia.


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