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Caarapó

Bandidos voltam a abater gado em Caarapó

Ladrões acabaram matando um bovino de aproximadamente 15 arrobas

| CAARAPONEWS


Por André Nezzi

Um crime que já se tornou rotineiro e vem causando grandes prejuízos aos produtores rurais, o abate de gado, voltou a ser praticado nesse final de semana em uma chácara próxima ao cemitério São João em Caarapó. A ação criminosa ocorreu na madrugada de sábado para domingo.
  Segundo o proprietário do animal, Aucides Silva de Almeida, de 94 anos, os ladrões encurralaram o animal em um canto da pastagem e armados com facas, acabaram matando um bovino de aproximadamente 15 arrobas.
  Após matarem o animal, os indivíduos retiraram os dois quartos, as paletas e deixaram o resto da carcaça no local e também abandonaram uma faca e a bainha, que foram utilizadas na ação.
  De acordo com o senhor Aucides, esse foi o segundo animal de sua propriedade que foi abatido pelos marginais esse ano. O vereador Mario Valério (PR), que comunicou a reportagem do CaarapoNews sobre o ocorrido, disse que essa prática vem sendo realizada constantemente nas propriedades rurais do município e que um levantamento feito pelo Sindicato Rural de Caarapó constatou que só nesse ano, 41 animais foram abatidos.
  O vereador comentou ainda, que está cobrando das autoridades empenho para prender os responsáveis por esses delitos, visto que vêm ocasionando sérios prejuízos aos produtores.
  No mês passado a Polícia Militar prendeu uma quadrilha formada por indígenas, que abatia gados na região da fazenda Cuiabazinho, porém desta vez, acredita-se que os autores sejam moradores do bairro, devido a localização e pelo local que fugiram.
  Recentemente em entrevista a imprensa, o delegado de Polícia Civil Joel José da Silva, disse que os bandidos transformam a carne furtada em linguiça e charque para então realizarem a comercialização.
   “Temos informações de que seria uma maneira dos ladrões conseguirem comercializar a carne furtada sem levantar suspeitas, mas também existem informações de que parte dessa carne estaria sendo vendida em açougues, principalmente da periferia da cidade”, disse Joel na ocasião.

              

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