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Caarapó

Membro do PCC que planejou morte de juiz foge da cadeia

| CAMPO GRANDE NEWS


Por duas vezes, o juiz federal Odilon de Oliveira alertou as autoridades paraguaias sobre a possibilidade de fuga Nilton César Antunes Veron, o Cezinha, um dos líderes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).


Os planos do traficante, acusado de encomendar a morte do juiz e de Roberto Acevedo, ex-governador do departamento de Amambai, se concretizaram no último dia 6. Informações extra-oficiais dão conta que a fuga contou com a conivência de policiais, ao custo de 500 mil dólares.


Veron estava preso no Paraguai desde 2005, quando foi flagrado com 102 quilos de cocaína. Na época, também foi atribuída ao traficante a chefia de um “exército de pistoleiros”.


“Fiz duas comunicações às autoridades paraguaias sobre planos de fuga. A última foi em outubro do ano passado”, relata Odilon de Oliveira, que também é corregedor do presídio federal de Campo Grande.


A fuga ocorreu durante o segundo motim em menos de uma semana na carceragem do Regimento de Agrupação Especializada da Polícia Nacional do Paraguai, uma prisão para bandidos de alta periculosidades localizado em Assunção.


Além de Nilton, Éder Pedro de Ferrato - outro traficante brasileiro, e Agustín Báez Ríos - sequestrador de Ciudad del Este, também conseguiram fugir, mas Agustín foi recapturado.


Sobre o homem acusado de planejar sua morte, o juiz avalia que ele não viria para o Brasil, pois tem mandado de prisão. Para Odilon, o traficante deve permanecer no Paraguai ou até se esconder na Bolívia. Mesmo preso, Nilton César Veron mantinha influência na região de fronteira. “Ele é uma espécie de chefe de pessoal do PCC”.


Quanto aos riscos de uma nova ameaça por parte do traficante, o juiz afirma que já conta com um sistema de segurança reforçado, que permanecerá inalterado. “Não altera nada não”, declara.


De acordo com os jornais La Nación e ABC Color, dos policiais que estavam de plantão no dia da fuga, nove foram detidos e outros 20 são alvo de investigação.


A fuga ocorreu quando uma prostituta paraguaia deixou a sala de visitas íntimas, onde estava com o brasileiro Nilton. Aproveitando-se de um suposto descuido dos policiais de plantão, os homens renderam um suboficial-ajudante e deram início à fuga. 


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