PUBLICIDADE
Caarapó

Membros do PCC ‘dão no pé’ em presídio paraguaio

| DOURADOSNEWS


 

Três presos fugiram ontem por volta das 14h40 da “Associação Especializada” do Paraguai após renderem dois policiais que faziam a guarda deles e pular um muro de pouco mais de dois metros. A ação dos presidiários aconteceu em Assunção.
Entre os fugitivos estão dois brasileiros considerados de alta periculosidade, dois deles membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os fugitivos são Milton César Antunes Verón (PCC), Eder Pedro Ferrato (PCC)e Agustin Baez, que é sequestrador. Eles haviam sido presos na região de Amambay no Paraguai.
A fuga 
Tudo começou quando Elizabeth Liliana Ferreira Villasanti, que trabalha em uma casa com sauna e massagens, mas que em alguns jornais paraguaios foi apontada como sendo uma prostituta, foi contratada no dia anterior por, Antunes para visitá-lo. Ela foi levada por um taxista à Associação Especializada pouco após meio-dia e disse que tinha um trabalho a realizar ali dentro. O funcionário assistente Willian Agüero não desconfiou e abriu o portão do presídio e ela foi até Antunes.
Quando o funcionário abriu o portão de novo para ela sair, Carmelo Ortiz que estava com os outros colegas que fugiriam no pátio do presídio renderam o guarda que abriu o portão e o colega dele. Carmelo é conhecido no Paraguai pelo rapto de Evelyn Kuo, um seqüestro em que ele fracassou e foi preso. Carmelo já foi sub-oficial de polícia e deve 30 anos para a Justiça.
Com uma faca na mão ele rendeu os dois, enquanto os demais bandidos estavam com pistolas 9 milímetros que até agora ninguém sabe como entraram naquele presídio. Depois eles pularam o muro e do outro lado os esperava um carro Vectra preto, onde entraram os três bandidos fugitivos.
Por ironia do destino, Carmelo Ortiz não teve tempo de sair, pois levou um tiro na coxa quando outros agentes ao perceber a movimentação apareceram.
Os outros não foram atingidos, pois de acordo com o jornal Ùltima Hora da Capital paraguaia, os dois guardas que estavam responsáveis por cuidar dos bandidos no pátio só tinham duas balas cada, quatro no total. Quando o reforço chegou eles já não tinham mais nenhuma bala. Versões publicadas pelos jornais paraguaios na manhã de hoje (07), no entanto, dão conta de que Antunes teria pago até US$ 500 mil pela fuga, com os delegados Carlos Humberto Aguilera e Ceber Lovera sendo apontados como destinatários do dinheiro. Os policiais negam o envolvimento.
Prisões
O taxista que levou a mulher até o presídio foi detido para interrogatório, mas informou não ter ligação com o crime e levou os policiais até a casa onde havia buscado a cúmplice dos fugitivos. Ela não estava mais lá.
Os dois agentes que foram rendidos também estão sendo investigados, bem como todo o corpo de segurança, suspeitos de terem facilitado a entrada das pistolas para que os bandidos fugissem.
No presídio estão 160 presos considerados de extrema periculosidade, a maioria condenada por roubo agravado, seqüestro e assassinato. Carmelo Ortiz já havia tentado fugir em janeiro de 2008. Na ocasião o grupo conseguiu escapar através dos esgotos, mas foi recapturado. Em dezembro ele havia sido pego com uma pistola 9 milímetros tipo de brinquedo feita de madeira.
O presídio 
Na madrugada da última segunda-feira (02), policiais abortaram uma primeira tentativa de fuga, da qual um dos líderes seria o traficante Leôncio Marecos, testa-de-ferro do brasileiro Ivan Mendes Mesquita no Paraguai. Na ocasião, um detento e três policiais ficaram feridos.
 Na véspera, o comandante Viviano Machado reiterou que o Grupo Especial não estava pronto para ser uma prisão de segurança máxima. Na última terça-feira à noite, havia acontecido um começo de rebelião dos presos, quando Luis Rojas, condenado pela morte de Luis María Argaña, vice-presidente paraguaio morto num atentado em março de 1999, juntamente com outros detentos incendiaram colchões, mas a rebelião foi controlada.
"Aqui, a polícia deve se especializar, porque carrega esse nome. Em várias ocasiões apelamos para a remoção das pessoas condenadas aqui, mas não temos resposta, pois eles têm os Direitos Humanos. Por todas estas razões atribuídas aqui não se pode desempenhar um papel melhor, disse Machado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE