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UCDB expulsa aluno acusado de agredir professor na sala

| MIDIAMAX


A assessoria da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) informou que a instituição “analisou o caso e optou pelo desligamento” de Fábio Enrico de Castro, 26, acusado de agredir o professor Cristiano Marcelo Espinola Carvalho, 34. A agressão teria acontecido dentro da sala de aula, na sexta-feira da semana passada, segundo relatou o professor em boletim de ocorrência.


A universidade diz, também, que o caso do professor ainda não foi analisado. Fábio nega ter agredido, disse que “deu uma peitada” ao ser convidado a se retirar da sala, e reclama do temperamento do professor.


Foi montada uma sindicância para avaliar a situação e a decisão foi tomada há pouco. A assessoria não deu mais detalhes dos procedimentos.


O caso De acordo com o B.O., o professor Cristiano Marcelo Espinola Carvalho, 34, conduzia uma aula para os acadêmicos do 3º semestre de Veterinária, por volta das 20 horas de sexta-feira passada.


Ele sustenta que já com a aula em curso entrou na sala o acadêmico Fábio Enrico de Castro Pinto, 26, conhecido como Manuti, em visível estado de embriaguez. O prédio da UCDB é cercado de bares que vendem bebidas alcoólicas.


O rapaz segurava na mão, segundo o docente, algo que parecia com uma lata de cerveja. Ao Midiamax o jovem confirmou ter tomado cerveja, mas não que levou bebida para a sala.


O acadêmico levantou-se logo depois de entrar na aula e ficou na porta da sala, quando o professor o seguiu em sua direção e pediu para acompanhá-lo até uma outra sala, que seria a do departamento de Veterinária.


Fábio, o Manuti, teria reagido à recomendação dizendo que não ia, e assim se manifestado contra o professor: “você é um bosta, porcaria, não vale nada, é um vagabundo”.


Em seguida, narra o professor Cristiano Carvalho no boletim policial, o acadêmico avança sobre ele agredindo-o fisicamente.


Ainda na ocorrência registrada, o professor disse que a cena fora assistida pelos outros acadêmicos que acompanhavam a aula. Fábio, contudo, afirma que 15 colegas viram a discussão e admite ter "perdido a cabeça", mas afirma que a "situação de humilhação estava insustentável".


Cristiano Carvalho disse ter sido socorrido pelos estudantes. Fábio afirma que os colegas seguraram-no e nega ter dado socos e pontapés no professor. "Dei uma peitada nele", diz.


O professor declara no boletim que, após a agressão, deixou o prédio da universidade e que, antes, fora avisado pela pró-reitora que cita apenas como Conceição, que havia nos corredores da UCDB dois acadêmicos que o procuravam e, um deles, estaria armado.


Ele, então, segue para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), na rua Antonio Maria Coelho, região central de Campo Grande.


A agressão teria sido sofrida por volta das 20 horas e o professor registrou a ocorrência às 22h19. O caso é considerado lesão corporal dolosa [intencional] e injúria e será investigado pela 2ª Delegacia da Polícia Civil, situada no bairro Monte Castelo.


A reportagem do Midiamax entrevistou o acadêmico na manhã da terça-feira, na UCDB, onde ele assistia aula.


As duas versões foram apresentadas à reitoria da UCDB. Fábio, um jovem forte, louro, alto e de fala simples, disse que na sexta-feira à noite “bebeu umas cervejas” e foi para a sala. No dia anterior ele havia chegado atrasado e o professor, segundo ele, teria lhe constrangido em frente aos colegas. "Mas, eu me calei".


O acadêmico disse que nesta noite da briga, entrou na sala e não aguentou permanecer ali. Saiu "para fumar um cigarro e tomar tereré". O professor o seguiu e o convidou para irem até outra sala.


Ele conta ainda que voltou para a sala de aula e disse na frente dos colegas que não seguiria o professor. "Se ele quisesse conversar tinha que ser na frente de todo mundo", conta.


O professor teria perguntado "por que?" e "abriu o peito", conta Fábio. Nesse instante, o estudante disse ter "trombado nele" e os dois cairam ao chão. Depois disso, os acadêmicos colegas o separou do professor.


O curso de Veterinária é ministrado durante o dia, mas na semana passada o professor lecionava uma disciplina extra, sobre imunologia, por isso as aulas foram dadas à noite.


“Ele [professor Fábio] é um arrogante, diz que a gente serve somente para mascar fumo, somos xucros, o cara nos discrimina o tempo todo”, disse o acadêmico.


“Ele disse também que lá fora ninguém vai respeitar a gente, que a gente é burro, não sabe nada. Sou homem”.


A reportagem ouviu colegas de Fábio, que o defenderam. Alguns deles, que não quiseram ver os nomes publicados, repetiram o que o acadêmico acusado de agressão, já havia dito: que o professor é arrogante e diz com freqüência na sala que “alunos são burros e xucros”.

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