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Caarapó

Esquema internacional de tráfico tinha bases em Ponta Porã

| CONE SUL NEWS


O esquema mostrado na mídia nacional que enviava cocaína para o exterior tinha ramificações em Ponta Porã e Campo Grande. A informação é da Polícia Federal. Durante a operação foram presas 32 pessoas.


 

A droga que entrava por Ponta Porã vinha da Colômbia e Bolívia, passava pelo Paraguai e entrava no Brasil, de onde ia para Campo Grande, ou direto para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), de onde era distribuída para todo o mundo em malas de viagem, especialmente para Inglaterra, Holanda, Portugal e África do Sul.
 

Estiveram na operação aproximadamente 180 agentes. A operação foi batizada de “Carga Pesada”. Entre os detidos servidores públicos e policiais: um funcionário da Infraero, um da Receita Federal e outros dois policiais civis. A Polícia ainda tem mandados contra outras três pessoas supostamente envolvidas no esquema.
 

Também foram apreendidos mais de 540 quilos de cocaína no Brasil e no exterior. As investigações vinham acontecendo desde o início de 2007.
 

Esquema 

Segundo o procurador da República Vicente Mandetta, os traficantes (em geral nigerianos) aliciavam pessoas que trabalhavam empresa terceirizada que presta serviços de segurança para o aeroporto. "O crime segue um esquema parecido com o lícito, cada um tem uma função", disse Mandetta. Ele explicou que a droga - cocaína - era levada para as aeronaves sem passar por qualquer tipo de fiscalização. "Eram cerca de 50 quilos de cocaína em cada mala", afirmou.
 

A mala com a droga entrava no aeroporto por um dos carros da empresa de segurança. De lá, era colocada no container de malas. Segundo Mandetta, funcionários de várias companhias áereas também foram presos por participar do esquema. Cada uma deles ganhava R$ 5 mil para levar a mala até o avião. Passageiros e a comissários de bordo não faziam idéia do que era transportado no porão do avião.
 

Entrega 

Quando chegava ao seu destino - África do Sul e países da Europa, a droga passava por um esquema semelhante. "Algumas quadrilhas usavam portadores, os famosos mulas, enquanto outras roubavam etiquetas de outras malas", afirmou o procurador. Como as quadrilhas possuem desmembramentos internacionais, a PF não soube precisar como a droga é tratada em outros países. Porém, a PF estima que cada quilo de cocaína custe, em média, 40 mil euros no exterior.

Investigação 

A operação Carga Pesada começou em 2007, quando a Polícia Federal recebeu um pedido de cooperação da África do Sul, que apreendeu 55 quilos de cocaína vindos do Brasil.
 

De acordo com o órgão, é possível que mais pessoas que trabalhem no aeroporto estejam envolvidas no esquema. Os acusados responderão por crimes como tráfico internacional de drogas e formação de quadrilha.


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