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Caarapó

Campanha quer acabar com mendicância em Caarapó

A campanha enfatiza que muitas vezes a ajuda dada aos mendigos é um agravamento ao problema social.

| CAARAPONEWS


Por Silmara Diniz

O Centro de Referência de Assistência Social (Creas), juntamente com o Conselho Tutelar de Caarapó, está com uma campanha, desde o último dia 10, para evitar a incidência de mendigos pelas ruas da cidade.
  A campanha, realizada por meio de folhetos e cartazes distribuídos em diversos pontos da cidade, enfatiza que muitas vezes a ajuda dada aos mendigos é um agravamento a esse problema social. Segundo o folheto, entre outras explicações, está a de que “não ajudando, você está ajudando. O dinheiro ou o ato de solidariedade que o cidadão doa com boa intenção pode estar levando o pedinte à destruição pessoal”.
  De acordo com o conselheiro tutelar Alessandro Martins, “o objetivo é evitar que os pedintes utilizem a boa fé dos cidadãos”. Martins afirma que muitas vezes, quando o pedinte recebe esmolas em alimentos de pacote fechado ou em dinheiro, essa doação é vendida ou diretamente trocada por álcool e outras substâncias. Por esse motivo, o conselheiro aconselha que, no caso de uma pessoa querer doar algo para pedinte, que não doe dinheiro e alimentos em pacotes ainda fechados, que facilitam a venda e a troca.
   De acordo com o Creas, “a esmola não resolve o problema de ninguém. Ela acaba estimulando a permanência de crianças e adultos nas ruas. É importante mudar a cultura da esmola, que só favorece a acomodação, o vício, e ainda proporciona sérios riscos aos pedintes”.
  Segundo opinião do gerente da filial da Granos Corretora em Caarapó, Leonardo Smolii Lima, “está correto, porém imagino que os dois órgãos deveriam tomar a frente de uma campanha de arrecadação de alimentos, roupas e brinquedos. Pessoas carentes sempre existirão se o governo não tomar atitude e se unir a sociedade”.
  Para tirar os mendigos das ruas de Caarapó, uma equipe formada por assistentes sociais, psicólogas e educadoras está efetuando as intervenções necessárias, priorizando o encaminhamento dessas pessoas para suas famílias e articulando a sua inclusão em programas sociais, oferecidos pelo Município.    

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