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Jornal diz que fantasma de Solano López assombra Cerro Corá

| CONESULNEWS


História ou sensacionalismo, o jornal popular paraguaio “Diário Crônica” publicou na edição do último dia primeiro deste mês, data que marca a morte do ex-presidente Francisco Solano López por tropas da Tríplice Aliança na época da Guerra do Paraguai (1864-1870), que o fantasma do ex-comandante está fazendo aparições noturnas no Parque Nacional de Cerro Corá, próximo à Pedro Juan Caballero.

Segundo o jornal, conhecido por noticiar fatos inusitados, “quem quiser ver o ditador ou presenciar, ao vivo, cenas da última batalha, basta dirigir-se ao Parque Nacional Cerro Corá, nos arredores de Pedro Juan Caballero, onde fantasmas daquela época continuam a perambular. Dica importante: vá à noite”, alerta o jornal.

López é tido como ditador sanguinário da Guerra do Paraguai por brasileiros, argentinos e uruguaios e no Paraguai divide opiniões, sendo amado por alguns e odiado por outros. Durante a ditadura no país vizinho sua figura como líder popular ressurgiu com força e hoje é possível encontrar escolas, prédios públicos e ruas com o nome dele e de pessoas da família dele.

Ele morreu! 

Segundo os historiadores Júlio José Chiavenato e Francisco Doratioto, depois de quase seis anos de guerra, as tropas de Solano López e a própria família do general, se retiravam em fuga pelas cordilheiras do Rio Aquidabã (próximo de Pedro Juan Caballero) no Paraguai, porém eles foram alcançados por um regimento brasileiro, ao que López teria tentado fugir atravessando o rio.

O filho dele “Panchito” López teria ficado ao lado da mãe Madame Lynch e da irmã para protegê-las enquanto o pai fugia. Porém nessa luta, Solano teria corrido à cavalo sobre os brasileiros, momento em que foi atingido na virilha pelo lanceiro brasileiro José Francisco Lacerda, vulgo Chico Diabo, e levado um golpe de sabre (espada) na testa de um outro soldado brasileiro.

Socorrido por dois de seus oficiais, López tentou atravessar o riacho Aquidaban-nigui (Aquidabã), mas não conseguiu; perdeu muito sangue e estava fraco. No chão, foi novamente intimado a render-se e, com a segunda negativa, o General Câmara mandou desarmá-lo, ao que ele impôs franca resistência, levando um tiro pelas costas, morrendo ali mesmo. Depois de morto, um oficial brasileiro lançou-se sobre ele, cortando-lhe uma orelha, outro cortou-lhe um dedo, ainda outro arrebentou-lhe a boca com a coronha do fuzil para colher-lhe os dentes.

O cadáver de Francisco Solano López foi enterrado, junto ao de seu filho Panchito, que morreu defendendo a retirada do pai. Mais tarde os corpos dos dois foram transferidos para o "Panteão aos Heróis", em Assunção. Antes de morrer Lopez teria dito: ¡Muero con mi Patria!".


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