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Economia

Cosan compra Nova América

Com a aquisição, a Cosan acrescenta 10,6 milhões de toneladas anuais à sua capacidade.

| REUTNERS


 

A Cosan acaba de comprar o Nova América, um dos maiores grupos do setor sucroalcooloeiro do país, dono do tradicionalíssimo Açúcar União, líder no mercado brasileiro, entre outras marcas.
  Com a aquisição, a Cosan acrescenta 10,6 milhões de toneladas anuais à sua capacidade de 60 milhões de toneladas anuais. Um gigante que ficou maior ainda, portanto.
  As negociações entre Cosan e Nova América começaram no final do ano passado. Eram dois gigantes conversando, mas um deles de perna quebrada: o Nova América, apesar do tamanho, de boas marcas no portfólio e da liderança em alguns mercados, estava afogada em dívidas. Incluindo os financiamentos com o BNDES, devia 1,1 bilhão de reais.
  Em paralelo à compra, a Cosan já está renegociando o passivo com os bancos credores. Pelo que está sendo acordado, a Cosan começa a quitar as pendências em 2014.
  Em menos de um ano é a segunda grande tacada da Cosan, comandada pelo polêmico Rubens Ometto: em abril de 2008, Ometto comprou as operações da Esso no Brasil por 826 milhões de dólares.
  O grupo Cosan deverá processar cerca de 56 milhões de toneladas de cana na temporada 2009/10, que começa por volta de abril, ampliando em mais de 10 milhões de toneladas a moagem registrada em 08/09, ao passar a contar com as unidades da Nova América, recém-incorporada.
  Em 08/09, a Cosan fechou a safra com moagem de 44,2 milhões de toneladas de cana, produção de 1,71 bilhão de litros de etanol e 3,26 milhões de toneladas de açúcar.
  Com uma moagem de 56 milhões de toneladas, a Cosan consolidaria a sua liderança global no setor sucroalcooleiro, com 10 por cento do processamento de cana no Brasil.
  "Olhando de forma isolada, como um país, acho que a gente acabou ultrapassando o sexto (país em moagem). Talvez estejamos alocados em quinto lugar, ultrapassando a Austrália", declarou o diretor de Relações com Investidores da Cosan, Paulo Diniz, em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do terceiro trimestre.
  Ele não falou na teleconferência quanto a Cosan poderia produzir a mais de açúcar e álcool em 09/10.
  Em 08/09, a moagem da Cosan representou 8,8 por cento da moagem nacional, segundo o diretor.
  A previsão de moagem para 09/10 inclui também o início das operações da unidade greenfield da Cosan em Jataí, no Estado de Goiás.
  "Os 60 milhões (de moagem) seria quando o greenfield em Goiás estiver a pleno vapor, e este ano será iniciado, mas não de forma total", acrescentou Diniz, ponderando que o ganho na moagem seria mesmo da incorporação dos 10,6 milhões de toneladas de capacidade da Nova América, uma das maiores e mais tradicionais do setor no Brasil, que vinha sendo cobiçada por vários grupos.
  A Cosan vai assumir um passivo da Nova América, dona da marca de açúcar União, de 1,1 bilhão de reais, incluindo financiamentos do BNDES.
  "A Nova América, com quatro unidades que produzem açúcar e álcool, apresenta boa complementariedade geográfica às operações da Cosan, fazendo com que a associação propicie importantes sinergias operacionais, até pela formação de mais um cluster no sudoeste paulista", afirmou o diretor.
  Com o negócio, a holding Rezende Barbosa, da Nova América, passa a deter cerca de 11 por cento da Cosan, tornando-se uma das principais acionistas na companhia.

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