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Agronegocios

1800 empregados do Bertin, em Naviraí, podem entrar em greve

| ASSESSORIA


A maioria dos 1.800 empregados do frigorífico Bertin, em Naviraí, optou pela greve geral a partir desta semana, se os patrões não oferecerem um ganho real de seus salários, acima do índice de inflação. A informação é de Vilson Gimenes Gregório, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Mato Grosso do Sul – FTIA/MS, que esteve reunido com a categoria em assembléia geral hoje pela manhã.


“Desse encontro, já saiu o indicativo de greve”, comentou o sindicalista que participa amanhã de uma rodada de negociação com a classe patronal no município de Naviraí. Vilson espera que os empresários sejam justos com os empregados e concedam um reajuste digno de seus esforços e dedicação à empresa, principalmente nos momentos difíceis que ela passou.


A Federação e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Naviraí participarão da reunião com os patrões. Eles pretendem deixar claro que esse é o momento sim das empresas fecharem um acordo salarial com os empregados, oferecendo ganho real, acima do índice inflacionário. “Já ficou provado que foram os próprios frigoríficos que provocaram boa parte das dificuldades econômicas que o setor enfrentou recentemente. Então, não é justo que o trabalhador pague por essa situação”, comentou Gregório.


BATAGUASSU


Hoje também haverá nova rodada de negociação entre patrões e empregados do frigorífico Marfrig, de Bataguassu. O encontro das duas partes será às 14 horas na sede do Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (entidade patronal), no 8º andar do edifício do Banco Bamerindus, na Avenida Afonso Pena, entre as ruas Rui Barbosa e Pedro Celestino.


Na semana passada, os funcionários do Marfrig, que estavam em greve há três dias, foram obrigados a retornar ao serviço na sexta-feira (13) por determinação da Justiça Trabalhista de Bataguassu. Segundo Vilson Gregório, a paralisação não está descartada novamente, caso a empresa não ofereça uma proposta melhor que os 5% de reposição apresentados na semana passada. Vilson explicou que esse percentual ainda veio desdobrado, ou seja, os patrões dariam 4% agora e 1% em julho. “Não aceitamos. Se não avançar em torno dos 12% que reivindicamos, podemos voltar a parar as atividades no Marfrig”, ameaçou o sindicalista.
 


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